Fotografia: DR
Famílias desafiadas a cultivarem os valores essenciais do matrimónio

D. Jorge Ortiga presidiu à celebração do Dia Arquidiocesano da Família

Jorge Oliveira
17 Mai 2020

A Arquidiocese de Braga celebra hoje o Dia Arquidiocesano da Família, convidando a refletir sobre o tema “Famílias de hoje”, num contexto social marcado pela pandemia.

Na Eucaristia que marcou a celebração deste dia, na capela do Paço Arquiepiscopal, o Arcebispo Primaz de Braga realçou que na família «está o futuro da Igreja e o futuro da sociedade» e chamou a atenção das famílias para a importância de cultivarem os valores essenciais do matrimónio.

«São muitas as dificuldades que impedem que a família seja o que deve ser. Há quem lute por impor determinadas formas alternativas, ela é o que é e ninguém pode fugir a esta realidade. E os cristãos não deveriam precisar de argumentos, bastaria um pouco de honestidade intelectual», disse D. Jorge Ortiga.

Neste sexto Domingo da Páscoa, em que a Igreja encerra a Semana da Vida, sob o lema “A fragilidade humaniza a vida”, o Arcebispo de Braga incentivou os cristãos a aceitarem as fragilidades e as contrariedades e a irem ao encontro das fragilidades dos outros, tornando-se «mais humanos e menos exigentes».

«Pode parecer que nos destrói, mas a fragilidade quando abraçada enriquece-nos e torna-nos mais disponíveis para compreender», sustentou.

O prelado disse ainda que o sacrifício «ajuda a ultrapassar as dificuldades» e que «sonhar somente com aquilo que nos agrada é uma ilusão».

Nesta semana em que se assinalam os cinco anos da publicação da encíclica do Papa Francisco “Laudato Si” (a 24 de maio), D. Jorge Ortiga convidou cada um a fazer um passeio por um monte, por um campo, à beira de um rio, para se aperceber e agradecer as maravilhas da natureza.

«Precisamos de ter a consciência da natureza como casa comum e ao mesmo tempo a responsabilidade de fazermos a nossa parte para que a natureza seja preservada e onde possamos viver tranquilamente», sublinhou.

Pediu ainda orações para que os governos, as entidades oficiais, sejam capazes de tomar as medidas em favor da proteção da natureza.





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