Fotografia: Nuno Cerqueira

Escolas públicas de Esposende adaptam-se “ao futuro”

Ensino no covid-19.

Nuno Cerqueira
14 Mai 2020

Os agrupamentos António Rodrigues Sampaio (AEARS) e António Correia de Oliveira (AEACO), assim como a Secundária Henrique Medina (ESHM), não escondem que «nada será como antes no ensino» no pós pandemia covid-19.

A comunidade escolar mobilizou-se e a resiliência veio ao de cima, com professores, não docentes, pais e alunos a darem “o melhor” num processo de literacia digital onde todos estão a aprender.

No AEARS o segredo esteve na antecipação do problema, com os professores a adotar o “classroom” da Google, criando conteúdos e novos modelos de forma a dar continuidade ao terceiro período.

«Foram definidos horários diários presenciais para todas as disciplinas e turmas do agrupamento. Para além das aulas síncronas, cada turma do 2º e 3º ciclo tem um tempo semanal com o diretor de turma para orientação. Toda a informação é feita através dos emails da escola e da plataforma adoptada. As AEC e o Projeto Rumo ao Sucesso têm plataformas próprias», refere a diretora do AERS, Paula Cepa.

Ainda segundo esta dirigente, as planificações e critérios de avaliação foram reajustados e foram atribuídos tutores aos alunos com mais dificuldades e vulneráveis.

«O E@D no AEARS tem decorrido de uma forma muito positiva e sem grandes problemas. O feedback da comunidade escolar tem-nos dado conta que os alunos e as famílias se têm adaptado a esta nova forma de ensino. É evidente que o ensino presencial não pode ser substituído pelo ensino à distância. Uma escola sem alunos não é escola», aponta a diretora.

Já no AEACO o diretor admite que cada professor se foi adaptando à nova realidade, não escondendo por vezes alguma insatisfação.

«É um sistema que temos vindo a adaptar. Por vezes há uma certa insatisfação de uns, satisfação de outros. É tudo um pouco complicado, mas de uma forma geral há uma avaliação positiva, mas queremos que corra melhor», frisa Albino Neiva, referindo que os professores estão a utilizar as plataformas que melhor se adaptam. Situação que vai mudar.

«Já temos os mails institucionais e vamos uniformizar o ensino online através da plataforma classroom, da Google. Era para ser mais cedo, mas na altura não tínhamos os mails oficiais. Mas agora vai ser tudo padronizado», frisa o diretor do agrupamento.

Albino Neiva vai mesmo mais longe, admitindo que «o ensino nunca mais vai ser como antes».

Já na ESHM, a diretora Manuela Ferreira aguarda por indicações da tutela face ao regresso das aulas presenciais dos alunos do 11º e 12º ano».

No que diz respeito aos restantes níveis de ensino, a diretora destaca que a escola está desde o dia 14 de abril com ensino à distância.

«Está tudo a correr como programado, quer nas sessões síncronas ou assíncronas. Há uma elevada  participação de toda a comunidade escolar. Professores, alunos e pais estão fazer um esforço enorme e nobre em prol do ensino. Estamos contentes como as famílias, alunos, docentes e não docentes estão a responder», frisou, acrescentando que registou 56 alunos, entre os quase 1120 da escola, sem equipamentos como computador e net, mas que, e como disse Manuela Ferreira, foram «prontamente resolvidas pelas câmaras».





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