Fotografia: Nuno Cerqueira

Cerca de mil peças de proteção feitas pelas mãos de voluntários em Esposende

Covid-19.

Nuno Cerqueira
14 Mai 2020

Sílvia, Ana, Carmen, Susana, Lurdes, Glória, Carla, Maria, Rosa, Cândida, Isabel são apenas alguns dos nomes , por entre outros, que no último mês e meio decidiram ajudar os profissionais de saúde do concelho de Esposende tentando minimizar os efeitos da falta de material face ao combate à pandemia Covid-19.

Silvia Cruz, uma esposendense que ficou conhecida nas redes sociais pela mobilização de ajuda à tragédia dos incêndios de 2017, é a porta voz de um extenso grupo de voluntários que decidiu responder ao apelo que chega das unidades de saúde de Esposende.

«Vi uma publicação de um nosso enfermeiro a pedir ajuda e decidi por mãos à obra. A partir daí foi um corre corre, porque eles tinham extrema urgência em se proteger», começa por explicar Silvia Cruz.

As tarefas lá se foram distribuindo e cada um ajuda como pode.

Esta comunidade de voluntários, sem que desse por isso, começou a ser uma espécie de retaguarda de ajuda a quem trabalha nas unidades de saúde de Esposende e conseguiu produzir cógulas, toucas descartáveis em TNT, botas e perneiras, batas e suporte para máscaras.

Num total são quase mil peças produzidas produzidas por estas voluntárias.

Do lado do Centro de Saúde de Esposende, o enfermeiro Alberto Barbosa, agradeceu o gesto das voluntárias, explicando que a comunidade esposendense tem ajudado a suprimir algumas carências materiais, à semelhança do que acontecesse no resto do país.

«Houve vários grupos que foram criados a nível de concelho. Num desses grupos no Facebook fomos trocando mensagens. Um delas com a Sílvia Cruz, habitada a este tipo de coisas e que se prontificou para ajudar», referiu o enfermeiro.





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