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PCP de Braga abordou situação dos trabalhadores no distrito

Aumento do número de desempregados na região é motivo de preocupação

Luís Filipe Silva
13 Mai 2020

A Direção da Organização Regional de Braga do PCP (DORB) abordou ontem, em conferência de imprensa, a situação dos trabalhadores no distrito nesta desde o anúncio do primeiro caso de covid-19, a 2 de março, até à data da publicação do Decreto-Lei sobre o lay-off simplificado.

Pedro Vintém, embro do Comité Central do PCP e responsável pela ORB, lamentou «a machadada» dada pelo Governo no fundo da Segurança Social, ao invés de contemporizar no Orçamento de Estado, as verbas destinadas ao lay-off das empresas neste período de pandemia. «Foi uma opção que este Governo teve e que nós condenámos, porque isto vai ter consequências lá mais para a frente, porque o dinheiro vai ser preciso na segurança social.  Há outra questão central que é o SNS, e com que nós sempre nos debatemos e que a União Europeia sempre condicionou e se intrometeu na vida do país, para condicionar as verbas que direcionávamos para o SNS. Agora está provado que se não fosse o SNS, o problema que temos seria outro muito maior», disse.

Já António Gonçalves, membro da Direcção da ORB e responsável pelo Sector de Empresas, denunciou exploração de grandes empresas aos trabalhadores nesta fase. «Muitas empresas do distrito de Braga tomaram medidas para, de imediato, despedir trabalhadores com contratos a prazo, trabalhadores contratados à hora e ao fim-de-semana – os chamados falsos recibos verdes – e cessaram com os contratos que tinham com empresas de trabalho temporário. Coagiram os seus trabalhadores com uma pressão enorme e à margem da Lei, para o gozo antecipado de férias e, de forma inaudita, aplicar um “banco de horas negativo”, ficando os trabalhadores a “dever” horas ao patrão. Aplicaram o layoff (suspensão dos contratos de trabalho e a redução do horário de trabalho) e praticaram condições inaceitáveis de vigilância e pressão sobre os trabalhadores em “teletrabalho”, muitos dos quais com os filhos em casa pelo encerramento das escolas (ocorrido a 13 de Março)», disse.

«Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional, entre Fevereiro e Março deste ano, verifica-se, apenas no distrito de Braga, um aumento de inscritos de 2278 trabalhadores. Observando os dados do Instituto Nacional de Estatística prevê-se que os números continuem a aumentar.
O PCP quer, desde a primeira hora, a proibição de despedimentos e a reversão de todos os que foram executados neste período, a garantia do pagamento integral dos salários aos trabalhadores, a efectiva garantia do direito a férias e a sua reposição onde este foi violado», sublinhou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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