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Centeno diz que, agora, «as resoluções não são assinadas na praia, à beira-mar, por telemóvel»

O governante fez duras críticas ao processo de resolução do Novo Banco, em agosto de 2015, quando Portugal era governado por uma coligação formada por PSD e CDS/PP.

Redação / Lusa
13 Mai 2020

O ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, revelou hoje que será feita uma nova auditoria ao Novo Banco, na sequência da transferência de 850 milhões de euros do Tesouro para o Fundo de Resolução, destinada à instituição.

No início da sua audição, o governante fez duras críticas ao processo de resolução do Novo Banco, em 2015, classificando-a como «a mais desastrosa resolução bancária alguma vez feita na Europa».

«O Novo Banco foi a mais desastrosa resolução bancária alguma vez feita na Europa», disse Mário Centeno na audição regimental, tendo dito anteriormente que «aquando da separação do banco bom e do banco mau, em 2014, a seleção dos ativos foi mal feita e incompetente».

Para Mário Centeno, «o banco que era novo e que devia ser bom tinha ainda muito de mau».

Quando confrontado pelo PSD sobre esta falta de informação com o chefe de Governo, Mário Centeno ironizou, com uma referência à maneira como a antiga líder do CDS, Assunçao Cristas, deu “luz verde” à resolução do Banco de Portugal sobre o BES – a líder centrista foi contactada durante as férias pela então ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, para assinar com urgência – «sem conhecer o dôssier» – o documento – e garantiu que a injeção de capital «não foi tomada à revelia» do Conselho de Ministros.

«As resoluções não são assinadas na praia, à beira-mar, por telemóvel.»





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