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Respostas da União Europeia à crise estão a ser céleres mas precisam de escala

Notícia em atualização

Joaquim Martins Fernandes
12 Mai 2020

O ex-Comissário Europeu Carlos Moedas disse hoje que as respostas que a União Europeia desenhou para combater os efeitos da crise pandémica na economia estão a ser decididas com celeridade desejada, mas avisou que os apoios financeiros que se anunciam precisam de ter escala.

Tanto o Banco Central Europeu (BCE) como a Comissão Europeia (CE) revelaram nesta crise uma celeridade que não tiveram na crise financeira de 2008, mas o atual administrador da Fundação Calouste Gulbenkian avisa que «há um risco sério» à concretização das medidas anunciadas, depois de o Tribunal Constitucional alemão ter questionado a legitimidade do BCE para comprar dívida dos Estados.

Carlos Moedas, que participou numa videoconferência promovida pela sociedade N-Advogados, em parceria com a Agência para a Dinamização Económica de Braga e com a Associação Comercial de Braga, entende que «a velocidade inicial [do BCE e da CE] deu-nos uma grande diferença em relação à crise anterior», mas vincou que, além da rapidez, «precisamos de uma grande escala para ajudar não apenas as empresas mas também as pessoas», à semelhança do que está a ser feito nos Estados Unidos da América.





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