Fotografia: DM

Governo vê com “bons olhos” I Liga em menos estádios e jogos em canal aberto

Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, quer «o menor risco possível».

Redação / Lusa
5 Mai 2020

A fase final da I Liga de futebol disputada em menos estádios e transmitida em sinal aberto na televisão, como formas de luta anti-convid-19, são vistas «com bons olhos» pelo Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo.

 

 

«Especialistas de saúde da Federação Portuguesa de Futebol e da Direção Geral da Saúde com certeza encontrarão as melhores formas para a redução ao máximo do risco, sabendo que zero não é possível. Se passa por menos estádios, mais concentração numa região ou outra, isso é matéria que a FPF, a Liga e a DGS estão a trabalhar», disse, isentando-se de opinar.

Em entrevista à Antena 1, o governante não deu garantias claras de nada, apenas pistas quanto às intenções do governo que, avisou, “não terá problemas em voltar atrás” quanto ao regresso do futebol caso a situação da pandemia em Portugal se «agrave».

 

 

«Tem de haver o menor risco possível, dentro de condições técnicas, organizativas que tenham como objetivo máximo a saúde publica e dos próprios atletas e técnicos», sublinhou.

A luta contra a covid-19 passa igualmente por evitar aglomerados de pessoas nos cafés e restaurantes a assistir aos jogos de futebol em canal fechado, pelo que o governo está a pensar discutir com os operadores, FPF e Liga a possibilidade de que os mesmos sejam transmitidos em canal aberto.

 

 

«Temos pensado nisso, mas é um tema que ainda não foi discutido com os operadores, FPF ou Liga. Sabemos perfeitamente que os cafés, associações e outros locais públicos são também locais de romaria, para lá dos estádios, onde vão aos milhares, com grupos de dezenas de pessoas a concentrar-se, o que hoje não é desejável», justificou.

A ideia é «criar condições para evitar a grande tentação» das pessoas assistam ao futebol em ajuntamentos e, dessa forma, o governo «não ter atitudes contraditórias, no sentido de pedir atitudes responsáveis e depois não criar condições mínimas para isso».





Notícias relacionadas


Scroll Up