Fotografia: Avelino Lima

Restauração empenhada em conquistar clientes conferindo segurança aos espaços

Os últimos dois meses têm sido bastante difíceis para um setor que se viu obrigado a fechar portas.

Rita Cunha
4 Mai 2020

Ainda não é nesta fase que o setor da restauração e dos cafés/pastelarias pode abrir, mas está previsto que o façam a partir do dia 18 deste mês. Uma data que vem sendo aguardada com alguma expetativa e ansiedade, acarretando toda uma nova realidade, tal como em todas as áreas de atendimento ao público.

A Associação Comercial de Braga (ACB) tem vindo a acompanhar este processo e, segundo o presidente, Domingos Macedo Barbosa, os empresários encontram-se motivados para enfrentar a Covid-19 e, agora, apostam na segurança e higienização máxima dos seus espaços para que os clientes se sintam seguros para os frequentar. «Tem de haver confiança. O empresário tem de conquistar pela segurança do estabelecimento para que as pessoas se sintam à vontade. Isto é do seu interesse. Este é um valor a juntar a todos os que já existiam antes desta situação: à qualidade, acrescenta-se a segurança, um novo fator diferenciador», disse.

Os últimos dois meses têm sido bastante difíceis para um setor que se viu obrigado a fechar portas face a uma pandemia como já não se via há um século. E se alguns vão tentando fazer face às despesas através de serviços de “take-away” ou de entrega ao domicílio, outros não têm tido qualquer tipo de rendimento. As despesas, essas, praticamente se mantêm inalteradas.
Tal situação, que tem levado alguns gerentes ao desespero, e a «pressão do momento» fazem com que as medidas sejam aceites «pelo bem de todos». Estão todos muito ansiosos por abrir e recomeçar a trabalhar, por isso acredito que estão motivados a fazer este esforço para cumprir as diretrizes do Governo», sustentou.

Uma das grandes mudanças a ser implementada nesta nova fase – não descurando todas as outras no âmbito da higienização e proteção invididual de funcionários e clientes – passa pela redução significativa da lotação dos restaurantes e cafés, que passará a ser, no máximo, de 50 por cento. Apesar de compreender a medida, o presidente da ACB teme que alguns estabelecimentos acabem por não abrir portas nestas circunstâncias, sendo certo que, em algumas situações, tal não se justificará em termos financeiros.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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