Fotografia: DR

Cabeleireiros com marcação e uso obrigatório de proteção

Os salões de cabeleireiro abriram hoje portas.

Rita Cunha
4 Mai 2020

A partir de hoje, a ida a um salão de cabeleireiro (ou similar) pressupõe uma marcação prévia e o uso de máscara e luvas. Uma nova realidade à qual estes profissionais se tentam adaptar depois de um interregno de quase dois meses, numa tentativa de equilibrar as suas contas.

Especificamente dirigido ao setor dos cabeleireiros, barbeiros e institutos de beleza, foi lançado um “Documento de Compromisso do Setor”, que estabelece as regras baseado nas orientações da Direção-Geral de Saúde.

Joana Araújo, responsável pelo “Joana Araújo Studio”, nas proximidades da Universidade do Minho, em Gualtar, explicou ao DM que se trata de uma readaptação necessária pela segurança de todos, sendo imprescindível mostrar ao cliente que pode usufruir do serviço sem correr qualquer risco.

«Os clientes só entrarão de luvas e máscara – se não a tiverem poderão comprar no salão – e sempre com marcação de forma a garantir a desinfeção dos equipamentos entre os serviços. Ser-lhes-á também pedido para que não mexam nos telemóveis e tive de retirar as revistas. Como a lotação do salão é um pouco menos do que 100 metros quadrados, só terei quatro clientes no máximo, o que dá um por funcionária», explicou. O horário também teve de ser alterado.

Os cuidados estendem-se, como é pedido, às funcionárias, que trabalharão de máscara, viseira e luvas. Haverá gel desinfetante para todos os que dele necessitarem e também as toalhas, os aventais e os penteadores serão descartáveis. Outros materiais, como as escovas, cadeiras, mesas e rampas, são esterelizados entre cada utilização. Em vista está também a compra de proteção para os pés para os clientes, mas para já «está esgotada».

Feitas as contas, incluindo a compra de alguns produtos que estavam a escassear, as despesas rondam os mil euros. E são para continuar. «Há coisas em que os preços estão acessíveis, tirando o desinfetante que está muito caro, e em vez de comprar uma coisa não essencial, investimos nisto», sustentou Joana Araújo, recusando-se a mexer no preçário para colmatar toda esta despesa extra. «Vou tentar manter os preços, mas se vir que isto se vai alterar muito tenho de repensar…», lamentou, congratulando-se por ter conseguido manter os pagamentos em dia sem pedir ajuda ao Estado.

Depois de um mês e meio encerrado, o “Joana Araújo Studio” já tem as marcações completas para esta semana. «As pessoas estão muito ansiosas por arranjarem os seus cabelos, sobretudo pintar e fazer madeixas, e também na parte da estética, para fazerem a depilação. Foi muito tempo sem o poderem fazer e, mal souberam que íamos abrir, marcaram a sua vez por telefone ou através da nossa página de Facebook», referiu a responsável.





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