Fotografia: AD Fafe

AD Fafe indignada com decisão tomada pela FPF

Clube fafense estava em segundo lugar no Campeonato de Portugal (série A) e com «fortes hipóteses» de lutar pela subida à II Liga.

Pedro Vieira da Silva
2 Mai 2020

A AD Fafe sente-se «indignada» com a decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) que, hoje, indicou o desfecho para o Campeonato de Portugal, devido à pandemia de covid-19.

«A Federação garantiu-nos, caso viessem a se disputar jogos das ligas profissionais, que os play-offs seriam jogados, pois eram apenas 6 jogos e poderiam ser realizados em condições de segurança. Era a nossa esperança, até porque estávamos em segundo lugar e muito lutámos para lá chegar! Esses seis jogos foram proibidos, mas os 90 jogos da I Liga vão acontecer!», destaca, em comunicado, o emblema fafense, que diz ter um sentimento de «forte revolta relativamente à forma como a FPF geriu o desfecho do Campeonato de Portugal 2019/20».

O emblema de Fafe garantiu que a FPF garantiu que, a«caso viessem a se disputar jogos das ligas profissionais, que os play-offs seriam jogados, pois eram apenas seis jogos e poderiam ser realizados em condições de segurança. Era a nossa esperança, até porque estávamos em segundo lugar e muito lutámos para lá chegar!», vinca o mesmo comunicado.

«Esses 6 jogos foram proibidos, mas os 90 jogos da 1.ª Liga vão acontecer! Embora tenhamos respeito por esses clubes e lhes desejemos prosperidade, sabemos que têm uma viabilidade económica que para nós é impossível. Claro que movimentam receitas e interesses importantes, como os direitos de transmissão televisiva, mas se não põem em perigo a saúde pública e podem ser realizados, porque não os 6 jogos do Campeonato de Portugal?! Porque somos pequenos? Porque vivemos em localidades mais pequenas? A dignidade das associações e dos seus sócios vale menos por isso?!», junta a nota.

O Real Massamá sente-se também «enganado» pela decisão da FPF. O clube da zona de Sintra, que ocupava a segunda posição da Série D em igualdade pontual com o líder Olhanense, ambos com 57 pontos, reagiu em comunicado à decisão do organismo que rege a prova e não poupou nas críticas, visto que estavam em posição para disputarem os ‘play-offs’ de subida à II Liga. «A primeira ideia que nos vem à cabeça é a de que, mais uma vez, fomos enganados. E por quem? Pela FPF», começa por dizer o Real, na nota divulgada.

O Praiense disse hoje que irá recorrer judicialmente da decisão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que indiciou Vizela e Arouca para subirem à II Liga de futebol, após a suspensão dos campeonatos devido à covid-19.

«Vou para o advogado. É óbvio que vamos recorrer [judicialmente]. Não há nenhum regulamento da federação, nenhum, que diga uma situação dessas. Portanto, se não há nenhum, quem é que é mais primeiro do que alguém?», disse à agência Lusa o presidente do Praiense, Marco Monteiro.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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