Fotografia: SIPA

Ponte de Rês e Caminho de Ruivães em Vieira do Minho em vias de classificação

Património.

Redação / NC
16 Abr 2020

A Direção-Geral do Património Cultural vai propor ao Governo a classificação da Ponte de Rês e Caminho de Ruivães, em Vieira do Minho, como “conjunto de interesse público”, de acordo com anúncio publicado hoje em Diário da República.

O anúncio, datado de 05 de março e assinado pelo diretor-geral, Bernardo Alabaça, refere que o processo vai agora estar em consulta pública, por um período de 30 dias.

O monumento situado nas encostas da serra da Cabreira, na margem esquerda do Cávado, fazendo a travessia sobre o rio de Saltadouro, “possui uma envolvência paisagística notável (…) com as margens ocupadas por muita arborização autóctone”.

As características reconhecíveis do arco “sugerem uma cronologia situada pelos séculos XII-XIV, sendo que a ponte de Rês unia o trajeto de Ruivães a Salamonde e integrava a antiga via militar romana que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga), por Aquae Flaviae (Chaves)”.

Quanto ao troço designado “Caminho de Ruivães”, este tem início junto da Estrada Nacional 103, no troço em direção a Salamonde, e vai até à povoação de Ruivães.

“Ao longo do trajeto atravessa a designada Quinta da Cruz, local onde as características do percurso se encontram menos conservadas. Todo o restante trajeto, quer o que se desenvolve na margem norte quer aquele ao longo da margem sul do rio de Saltadouro conserva extensos troços pavimentados com lajeado”, refere o parecer.

O caminho atravessa várias linhas de água, onde surgem dois pontões designados como da Corga de Mendo e da Ribeira de Chedas conforme as linhas de água a que estão associados e que apresentam as seguintes características: ” Típica ponte de padieira, formada por grossas e compridas lajes graníticas, dispostas transversalmente ao leito do rio, que vencem em vão único”, enumera a DRCN.





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