Fotografia: DM

Ricardo Rio considera que saber número de testes já feitos é fundamental

Presidente da Câmara de Braga revelou que metade dos infetados no concelho estão em lares.

Pedro Vieira da Silva
15 Abr 2020

Os presidentes das autarquias de Braga, Barcelos, Guimarães e Famalicão compreendem que nem todos os números relativos à Covid-19 devem ser do conhecimento geral, mas sublinham a necessidade dos presidentes de câmara terem acesso diário a essa informação, porque só assim poderão combater, de forma mais eficaz, a pandemia.

 

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, revelou quea informação tem chegado diariamente, com exceção de um dia, mas pede às entidades que podem fornecer os números «mais dados».

«No caso de Braga, nós temos tido acesso regular, com exceção de um dia, e nesse dia o delegado de saúde local assumiu a responsabilidade pelo facto de não nos ter facultado a informação. Não posso dar como válida a ideia de que não está a ser facultada a informação no que diz respeito ao número de infetados e de óbitos no concelho. Considero é que essa informação deveria ser mais alargada. E nem se trata de estar a fazer julgamento sobre o “delay” que existe, muitas vezes, entre a informação local e nacional, isso é irrelevante e uma discussão estéril e que não acrescenta nada, e não é o que nos motiva. A verdade é que os autarcas que estão na linha da frente em resposta a esta pandemia temos de ter informação para poder as opções necessárias e indicadas para poder responder às dimensões desta pandemia», explicou o edil bracarense, que pede às autoridades competentes que deem acesso total e atualizado a toda a informação.

«Existe alguma dificuldade no que concerne a saber o número de testes realizados em cada um dos territórios e seria essencial para fazer estas comparações. Em Braga temos uma taxa de infeção face aos testes que está abaixo da média nacional, mas somos o sexto ou sétimo concelho com mais infeções. Por isso, o número absoluto vale o que vale se não soubermos o número de testes que está a ser realizado em cada um dos concelhos e cada uma das regiões», finalizou o autarca da capital minhota.

 

«50 por cento dos infetados são em lares»

  • Ricardo Rio recordou, ainda, que os «primeiros casos que apareceram em Portugal foram no Norte, em Felgueiras e Paços de Ferreira», e estes «surgiram de viagens a Itália». «A partir daí, o vírus propagou-se», vincou.
  • Em Braga, junta, existe uma questão «importante» e foi «destacada na peça da TVI» de segunda-feira à noite, e tem a ver com os lares e estruturas de acolhimento de pessoas na terceira idade.
  • «O caso de Braga é evidente. Somos o sexto ou sétimo concelho com mais infetados no país, mas a verdade é que 50 por cento desses casos estão em estruturas residenciais de acolhimento de pessoas idosas. Temos mais casos em lares em Braga do que casos de infetados em Cascais/Coimbra e outras cidades de média dimensão. E isso, claro, é algo que merecerá uma resposta articulada por parte das entidades», atestou o presidente da Câmara Municipal de Braga.

 





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