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Pastelarias apostam em doces por encomenda para a Páscoa

Estabelecimentos continuam a apostar nos doces tradicionais, mas desta vez, por encomenda.

Ana Marques Pinheiro
11 Abr 2020

Com muitas restrições, as padarias e pastelarias continuam abertas e a servir clientes. Com a declaração do Estado de Emergência, as padarias foram a exceção no que diz respeito ao encerramento de estabelecimentos com atendimento público. Em Braga, muitas optaram por fechar portas enquanto outras lutam todos os dias para manter os ritmos e receitas.

Chegada a altura da Páscoa, os estabelecimentos apostam nos doces tradicionais, mas desta vez, por encomenda.

No caso da Padaria e Pastelaria Albano & Filhos vão apostar no pão de ló, «que é o mais tradicional».  A gerente Sónia Silva, em declarações ao Diário do Minho, explicou que estão a aconselhar as pessoas a fazerem encomendas, para melhor preverem a quantidade de produto produzido.

«Há doces que só vamos fazer se tivermos encomendas. Estamos a prever que o pão de ló seja o mais vendido e esse vamos produzir mais», explicou a responsável. 

Sónia Silva adiantou que as entregas dos fornecedores estão mais demoradas. Alguns fornecedores de bebidas fecharam, outros estão abertos e a recolha tem de ser feita no armazém. A gerente refere que, na cafetaria, tiverem uma quebra de 90%. No pão, a mesma acrescenta que, como muitos restaurantes fecharam, também sentiram uma quebra no fornecimento do bem. 

«Notamos que algumas lojas já estão a abrir, outras continuam fechadas porque como são pequenas, não justifica», afirmou.

A Padaria e Pastelaria Maximinense, em Braga, dá conta que vão fazer na mesma a doçaria da Páscoa.  O estabelecimento irá comercializar pão de ló, miniaturas, pudim molotof, entre outros doces.

«No entanto estamos a pedir aos nossos clientes para encomendarem quando vêm à loja ou através das nossas redes sociais. Vamos dar prioridade às encomendas e vamos ainda fazer algum excedente mas nada de especial», afirma a responsável pelo Marketing, Carla Clemente. A responsável mencionou que o ritmo das vendas não se pode comparar com o vivido antes da pandemia.

«Vai-se fazendo aos poucos e vai-se sobrevivendo», disse. O estabelecimento não tem tido dificuldade com o fornecimento. Carla Clemente relatou que, como não se vende, não compram. «Estamos a gastar o que temos», concluiu.

A empresa Doces Tradicionais Virinha anunciou que irá fazer entregas ao domicílio aos residentes na freguesia de Gualtar. As entregas não terão nenhum custo adicional.

«Apesar de não haver motivos para festejar, temos a certeza que em sua casa e com a sua família protegidos terá na sua mesa um docinho que traz recordações de dias felizes e será muito bom», afirma o estabelecimento numa publicação no facebook, que também foi partilhada pela Junta de Freguesia de Gualtar.





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