Fotografia: DR

Seis autocaravanas a caminho de Braga para reforçar apoio a pessoal hospitalar e bombeiros

No total são dez que vêm pra o Norte.

Redação / NC
7 Abr 2020

Seis autocaravanas arrancam amanhã, quarta-feira, rumo a Braga com o propósito de ajudar a alojar pessoal hospital e bombeiros que estão na primeira linha do combate à pandemia de covid-19, anunciou hoje o movimento “ISTAR contra o covid-19”.

O objetivo é instalar seis unidades no Hospital de Braga.

Segundo Pedro Castro, o número de autocaravanas e caravanas cedidas por empresas e particulares para apoio ao combate à pandemia sobe para 31 viaturas, desde o arranque de “ISTAR contra o covid-19”, em meados de março.

As dez que na quarta-feira viajam desde Lisboa até ao norte, cedidas pela empresa “GoFree”, vão transportar viseiras do Movimento Maker Portugal, para distribuir em lares e hospitais, avança Pedro Castro.

O movimento, nascido de um grupo de Facebook, congrega já “mais de 300” destas unidades de alojamento cedidas pelos proprietários para albergar profissionais de saúde e outros que estejam envolvidos no combate à pandemia. A iniciativa conta com o apoio da Brisa, Via Verde e Galp, para deslocação das viaturas.

“A disponibilidade continua a crescer. Estamos a responder às solicitações que nos têm sido feitas. Aguardamos apenas que nos façam mais pedidos”, sublinha o coordenador de “ISTAR contra o covid-19”, que pretende criar em parques de campismo atualmente encerrados centros de quarentena para médicos, bombeiros e outros agentes obrigados ao isolamento.

“Enviámos uma proposta para a Associação Nacional de Municípios Portugueses para que se possa albergar essas pessoas fora dos locais de combate, para que não contagiem outros”, explica.

Pedro Castro enaltece a generosidade dos proprietários envolvidos no movimento, tanto empresários e particulares, porque “estão a ceder o que é seu e a confiar algo que é precioso”, sendo que as caravanas envolvidas estão avaliadas em “até 70 mil euros”.

“A vontade de ajudar dos portugueses é algo que se está a mostrar maior do que a evolução do vírus. O povo está a mostrar mesmo sentido de Estado”, conclui.

 





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