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Pandemia só estancará com lavagem das mãos, um luxo para 40% da população

Nem todos têm acesso ao mais essencial dos bens: a água.

Redação/Lusa
2 Abr 2020

A presidente da parceria da ONU “Água e Saneamento para Todos”, Catarina de Albuquerque, considera que a covid-19 só será estancada quando todos tiverem acesso a água para lavar as mãos, “um luxo” para 40% da população.

Em declarações à agência Lusa, a jurista portuguesa sublinhou a importância das medidas preventivas contra a infeção pelo novo coronavírus, mas recordou que nem todos têm acesso ao mais essencial dos bens: a água.

Catarina Albuquerque, que foi a primeira relatora especial das Nações Unidas para a defesa do direito humano à água potável e ao saneamento, referia-se, nomeadamente, aos mais vulneráveis, “os mais pobres, a viver em bairros informais, migrantes, sem-abrigo”.

Resumindo, “a todos a quem temos fechado os olhos como sociedade, fingindo que estas pessoas não existem”.

“Estas pessoas às quais temos negado atenção, são estas a quem temos de prestar atenção, nem que seja por egoísmo. Se queremos estancar o contágio temos de assegurar que estas pessoas têm acesso a água para poder lavar as mãos”, frisou.

A este propósito, recordou que esta prática tão defendida como meio de prevenção pelo novo coronavírus – lavar as mãos – é “um luxo” para 40% da população mundial, ou seja, 3.000 milhões de pessoas.





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