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«Não há volta a dar» nos salários em atraso no Aves

Sindicato de Jogadores critica postura da SAD do último classificado da I Liga.

Lusa
2 Abr 2020

O pagamento dos salários em atraso dos plantéis principal e sub-23 do Desportivo das Aves ficou sem ponto de retorno, alertou hoje o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), em declarações à Lusa.

«É o nome da SAD do Aves e da competição que está em jogo e não há volta a dar. Criámos os mecanismos de licenciamento para este efeito e achamos até que os 15 dias de benevolência dados após verificação do incumprimento no controlo financeiro são excessivos e um prémio para o infrator», observou Joaquim Evangelista.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) informou em 18 de março ter notificado seis sociedades, duas de clubes da I Liga e quatro da II Liga, para demonstrarem o cumprimento salarial dos últimos três meses no prazo de 15 dias.

Desse lote faz parte o Desportivo das Aves, cuja administração liderada pelo chinês Wei Zhao tinha falhado a liquidação de janeiro e fevereiro à maioria do plantel principal, último classificado da I Liga, e à equipa sub-23, quinta colocada da fase final da Liga Revelação.

«Não há mesmo motivo para que não sejam regularizados os salários vencidos nem adianta continuar a usar-se a covid-19 como desculpa. Já todos sabemos que o problema é estrutural e vem da gestão desportiva feita nesta SAD desde a época anterior. Se não for resolvido exigiremos tolerância zero», assegurou.





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