Fotografia: DM

D. Jorge Ortiga diz que o futuro da Igreja «vai passar pela família»

Arcebispo de Braga desafia os casais a reunirem-se com outras famílias para pensarem na sua vida e na sua fé

Jorge Oliveira
2 Abr 2020

O Arcebispo de Braga enalteceu hoje o papel das famílias, referindo que elas são lugar de acolhimento, amor, carinho e «o suporte de uma autêntica vida cristã e eclesial».

D. Jorge Ortiga, que celebrava a Eucaristia na capela do Paço Arquiepiscopal, transmitida em direto pelos canais online da Arquidiocese, mostrou-se mesmo convicto de que o futuro da Igreja «vai passar pela família».

Lembrando que a Igreja nasceu nas famílias e a partir das famílias – os lares no tempo dos apóstolos eram «verdadeiras igrejas» – o prelado defendeu que hoje «necessitamos de regressar a esses tempos, fazendo com que as famílias sejam verdadeiras igrejas domésticas».

Olhando para a situação atual, o prelado reparou que, através das novas plataformas de comunicação, mais depressa entramos em contacto com alguém que habita numa outra parte do mundo do que «tocamos no coração daqueles que nos rodeiam» e que podem estar a precisar de ajuda.

«Muitas vezes até olhamos para os outros mas não vemos nem queremos ver as feridas humanas que carregam consigo. E, por muito que nos custe, o maior medo de qualquer ser humano, mais do que não ter sustento ou saúde, é não sentir-se amado», afirmou o Arcebispo de Braga, segundo o qual este atual contexto de pandemia «faz-nos sentir isto de um modo muito evidente».

No final da Eucaristia, D. Jorge deixou o desafio aos casais no sentido de se reunirem com outras famílias para pensar na sua vida e viver a sua fé, uma «experiência de vida comunitária» que, disse, «poderá ser mais um bom fruto desta pandemia».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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