Fotografia: DM

Câmara de Barcelos vai cancelar realização das Festas das Cruzes

Lar Conde de Barcelos confirmou ontem dois utentes positivos à Covid-19

Joaquim Martins Fernandes
1 Abr 2020

A Câmara Municipal de Barcelos vai aprovar sexta-feira, dia 3 de abril, o cancelamento das Festas das Cruzes, que são o maior evento do concelho.

A decisão vai ser tomada numa reunião de vereação extraordinária, convocada pelo próprio presidente Miguel Costa Gomes, afirmou hoje o próprio autarca, numa videoconferência em que revelou que há um segundo lar de idosos com utentes infetados com a Covid-19.

A reunião, que será restrita à participação dos vereadores, vai ir mais longe. «Iremos aprovar o cancelamento de todas as realizações do Município de Barcelos até ao final de junho», acrescentou Miguel Costa Gomes, antecipando que, «neste momento, não faz sentido» ir além do primeiro semestre, uma vez que a Câmara Municipal «pode, a qualquer momento» reavaliar a evolução da pandemia causada pelo SARS-CoV-2 e «tomar as medidas» em conformidade com o quadro que se verificar a cada momento.

Na videoconferência realizada ao final da manhã, e que se destinava a fazer «um ponto da situação» ao estado da pandemia no concelho, o autarca barcelense acabou por revelar, na resposta a uma pergunta do Diário do Minho, que, além do lar da Pousa, há um segundo lar de idosos no concelho que já confirmou a existência de utentes infetados.

«O Lar Conde de Barcelos comunicou-me que nos testes efetuados ontem [terça-feira], houve dois utentes que deram resultado positivo [à Covid-19]», disse Costa Gomes, salientando que a instituição, que é «totalmente privada», transferiu «os dois cidadãos para o Hospital de Barcelos».

Já sobre os utentes do lar da Pousa, o edil barcelense deu conta que houve mais 17 doentes confirmados com a Covid-19, o que eleva para 22 os idosos do lar com a doença.

Embora a direção da instituição e os funcionários não desejem a reabertura, o presidente da Câmara de Barcelos deu como certo o regresso dos utentes infetados ao lar, que já foi desinfetado e que passará a ter um acompanhamento mais próximo dos técnicos da segurança Social. Aos profissionais serão atribuídos equipamentos de proteção individual.
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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