Fotografia: DR
Manter as medidas de contenção é «opinião unânime» – Presidente da República

Marcelo Rebelo de Sousa em declarações no final da segunda sessão técnica de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da covid-19 em Portugal”, no Infarmed.

Redação/Lusa
31 Mar 2020

O Presidente da República afirmou hoje que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal, referindo que essa foi uma opinião unânime na segunda reunião técnica sobre a situação da covid-19 no país.

“Impõe-se manter as medidas de contenção, e foi uma opinião unânime. Voltando àquela imagem de há uma semana: importa manter a pressão na mola para que a mola não suba. Como uma prioridade para o nosso futuro imediato”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, frisando que esta foi uma conclusão “unânime nas intervenções dos especialistas”

Questionado sobre a renovação do estado de emergência, o Presidente da República reforçou esta mensagem: “Não escondo que da reunião de hoje decorre muito claramente como é importante dar um sinal de manutenção daquilo que foi adquirido e foi uma conquista dos portugueses que não pode nem deve ser perdida”.

O chefe de Estado, que falava no final da segunda sessão técnica de apresentação sobre a “Situação epidemiológica da covid-19 em Portugal”, no Infarmed, em Lisboa, defendeu que a evolução da epidemia “dá razões aos portugueses para continuarem a fazer o que têm feito e dá razão aos decisores políticos para decidirem no futuro imediato no sentido idêntico ao que decidiram no passado também imediato”.

Participaram também nesta reunião, assim como na primeira, a convite do primeiro-ministro, António Costa, para que a informação disponível seja partilhada por todos, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, líderes partidários, sindicais e patronais, e desta vez também os conselheiros de Estado, por videoconferência.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, outra conclusão desta reunião foi a de que, “olhando para a evolução da curva dos casos positivos dos portugueses detetados como infetados há uma diferença apreciável entre a primeira fase dessa evolução e a fase mais recente”.

“E, mais do que isso, a continuar o que parece ser uma tendência, temos uma fixação em valores que podem vir a ser menos de metade, claramente menos de metade, em média, daqueles que se verificavam na primeira fase. E podem significar uma relação com o encerramento das escolas e com medidas de contenção já adotadas”, completou.

Com o primeiro-ministro de um lado e o presidente da Assembleia da República do outro, a alguma distância, o chefe de Estado observou que, “se for isso assim – e os próximos dias poderão confirmar – essa é uma boa notícia, a premiar o esforço dos portugueses, que assumiram como tarefa coletiva compreender e praticar essa autocontenção”.

Relativamente à renovação por mais 15 dias do estado de emergência, que termina às 23:59 desta quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que aquilo que ouviu hoje dos especialistas foi um “passo importante, porque dá fundamento científico” à decisão política que será tomada na quarta-feira.

“O passo seguinte será, naturalmente, o da posição formal do Governo em concertação com o Presidente da República e depois a autorização da Assembleia da República”, disse.





Notícias relacionadas


Scroll Up