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Governo quer lançar novas linhas de crédito num total de 7.000 ME

Setor do comércio e serviços é uma das áreas prioritárias.

Redação/Lusa
31 Mar 2020

O Governo pediu na segunda-feira à Comissão Europeia autorização para aprovar novas linhas de crédito, no valor global de 7.000 milhões de euros, para apoiar as empresas face à pandemia de covid-19, revelou hoje o ministro da Economia.

“Fizemos ontem [na segunda-feira] uma notificação à Comissão Europeia para poder aprovar novas linhas de crédito de 7.000 milhões de euros que, depois, o Estado irá gerindo à medida das necessidades”, afirmou Pedro Siza Vieira em entrevista à TSF.

Esclarecendo que estas verbas “podem não ser lançados todas de uma vez”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital disse que “há algumas áreas em que vai ser mais importante avançar”, nomeadamente “o setor do comércio e serviços, muito afetado pelo encerramento que foi determinado depois do decreto do estado de emergência”.

“E temos que dar respostas a um conjunto de setores industriais e outros que, nesta altura, vão precisar de muita liquidez para pagar aos fornecedores, manterem as encomendas vivas e poderem manter alguma atividade”, acrescentou.

Em meados de março, o Governo tinha já anunciado o lançamento de linhas de crédito para empresas num valor de cerca de 3.000 milhões de euros e dirigidas a setores como o turismo, a restauração e indústria.

Relativamente às comissões cobradas pela banca nas linhas de crédito lançadas, e questionado sobre se “faz sentido os bancos estarem a lucrar com emergência das empresas”, Pedro Siza Vieira revelou que o executivo propôs à Comissão Europeia que a comissão de garantia “fosse zero”, mas “a Comissão não deixou”.

“Nós propusemos que as garantias que eram dadas pelo Estado a estas empresas fossem isentas de comissão, mas a Comissão Europeia entende que isso não deve ser assim e, no enquadramento que deu para todos os apoios de Estado nesta altura, disse que as comissões têm de ser cobradas e estabeleceu um valor mínimo”, disse.

Ainda assim, revelou, o Governo decidiu que “as comissões não serão pagas, a não ser a [comissão] final”, e entretanto irá tentar “ainda melhorar as coisas”.





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