Fotografia: Ana Marques Pinheiro

Banco Alimentar quer unir instituições e sociedade civil numa estratégia concertada

Unir esforços e fomentar uma rede que ajude quem mais precisa nesta situação de emergência social é o objetivo.

Rita Cunha
23 Mar 2020

Tempos excecionais exigem medidas excecionais e é nesse sentido que o Banco Alimentar Contra a Fome acaba de criar uma Rede de Emergência Alimentar para fazer face à pandemia de Covid-19. Esta vai funcionar mediante inscrição das necessidades dos beneficiários numa plataforma informática. O objetivo passa por acautelar o risco de situações de rutura de apoio alimentar, de isolamento e de desespero em situações definidas.

Ao Diário do Minho, Pilar Barbosa, do Banco Alimentar de Braga, explicou que a ideia é unir esforços e fomentar uma rede que ajude quem mais precisa nesta situação de emergência social. Segundo a responsável, «têm surgido apoios de muitas IPSS e da sociedade civil». Porém, «se fizermos uma rede concertada, com o envolvimento de todos, conseguiremos ir mais longe».

Tal como explicou, as instituições já habitualmente apoiadas pelo Banco Alimentar Contra a Fome de Braga continuarão a sê-lo. A ideia, agora, é alargar este apoio num tempo de emergência. Isto porque «há instituições que fecharam ou ativaram os seus planos de contingência», o que «deixa muita gente de fora», desde logo «pessoas isoladas que se veem incapacitadas para ir buscar os alimentos».

A ideia, nesta fase, é «unir esforços» numa rede coesa e abrangente, juntando empresas, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, instituições e demais entidades, a título coletivo ou particular, que «queiram e possam» ajudar na recolha e distribuição de bens alimentares. Por isso, a responsável apela para que haja uma união em prol de quem mais necessita.

Neste momento, o Banco Alimentar de Braga está na chamada “fase de diagnóstico” que passa por identificar as zonas mais afetadas e quantas pessoas estarão nesta situação, de modo a dar uma resposta eficaz.

Entretanto, a campanha de recolha de bens alimentares a nível nacional agendada para maio poderá vir a ser adiada.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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