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Comunidade une-se para ajudar quem mais precisa e cria onda de solidariedade

As redes sociais têm tido um papel preponderante enquanto veículo difusor da informação e da angariação de voluntários.

Rita Cunha
22 Mar 2020

Os tempos são de incerteza, de readaptação a um mundo que julgávamos conhecer mas que se encontra em fase de mutação quase que diária. Covid-19 é o motivo, um vírus altamente contagioso que levou o Governo português, entre outros, a decretar o estado de emergência.

As solicitações de ajuda não param de surgir e, tal como o momento exige, também se multiplicam as ajudas, numa notória e emocionante onda de solidariedade. Juntas de Freguesia, associações de diversos tipos, vizinhos e conhecidos que poucas mais palavras trocavam por dia do que um “bom dia” desdobram-se agora em cuidados para ajudarem a ajudar, criando uma onda de entreajuda jamais vista.

As redes sociais têm tido um papel preponderante enquanto veículo difusor da informação e da angariação de voluntários. E se é certo que a grande maioria dos idosos não acede a estas plataformas, os mais novos encarregam-se de as fazer chegar até eles.

Para fazer face às necessidades mais prementes de uma sociedade que se vê bastante limitada na sua circulação, nos últimos dias já foram criados grupos que informam sobre as farmácias e os restaurantes disponíveis. Outros há de voluntariado, como o “Voluntários Covid-19”, que concentra pessoas que disponibilizam do seu tempo para ajudarem quem mais precisa, seja para fazer e levar compras ou medicamentos como esclarecer dúvidas ou fazer “biscates”. O objetivo é que ninguém fique de fora e que todos, até mesmo os que se encontram mais isolados e sem retaguarda familiar, se sintam amparados numa situação atípica como a que o mundo enfrenta atualmente.

Quem tem animais de estimação, com todos os cuidados que estes acarretam, também não é esquecido, havendo várias associações que já se disponibilizaram para passear os cães evitando assim que pessoas de grupos de risco ternham de sair à rua, colocando-se em perigo. È o caso da “Saquetas de Rua”, mas há mais, muitas mais. As associações apelam ainda aos cuiadores que não abandonem os seus amigos de quatro patas. A GNR também se associou à causa lançando o mesmo apelo. Há ainda casos de empresas que se disponibilizaram para angariar alimentos para animais, ajudando assim as associações.

Os espaços cedidos a profissionais de saúde e de forças de segurança que estejam no ativo e não queiram ou não possam pernoitar nas suas casas sob pena de contaminarem os familiares também se multiplica. A par da cedência de pousadas da juventude de norte a sul do país, entre elas a de Braga, várias entidades locais, hotéis, Juntas de Freguesia e associações têm colocado quartos à disposição. O Hotel do Lago, no Bom Jesus, é um dos exemplos, tendo disponibilizado a suas instalações Há quem o faça também a título particular.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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