Fotografia: Nuno Cerqueira

🔊 Não houve cerimónia de 143 anos mas andaram no socorro em tempo difíceis

Bombeiros Voluntários de Braga.

Nuno Cerqueira
18 Mar 2020

O dia não parou e até houve lugar à ocupação de meios numa abertura de porta com socorro, mas que afinal foi falso alarme. Os Bombeiros Voluntários de Braga (BVB) celebraram hoje 143 anos, no dia em que o país decretou o Estado de Emergência (ver aqui).

«As pessoas não podem brincar com isto, principalmente nos tempos que vivemos, onde o risco pode estar em qualquer lado», disse ao Diário do Minho o comandante interino –  que hoje até ia tomar posse como comandante nos Bombeiros Voluntários de Braga, mas que o Covid-19 não deixou – indignado com a forma de estar de algumas pessoas que insistem em chamadas falsas.

No aniversário de hoje de uma das mais antigas corporações de bombeiros voluntários do país não houve parada nem promoções, nada que perturbe o futuro comando da corporação (ver aqui) pois a missão é estar pronto, especialmente no dias que correm onde as incertezas são muitas.

«Nós já tínhamos fazer a nossa festa na segunda quinzena de abril, depois de percebermos esta situação que vivemos. Uma cerimónia importante par aos nossos bombeiros, pois íamos conferir posse ao novo comandamento. Mas agora tudo isto ficou incerto, não sabemos quando vamos fazer», referiu o presidente da Real e Benemérita Associação Humanitária dos BVB, capitão Ferreira, que se sente honrado em atualmente estar na frente dos destinos da associação.

Capitão Ferreira confessa que os atuais dias são de algum stress, «inéditos», refere mesmo o militar.

«Vivemos uma circunstância difícil para os nossos operacionais. Contra um inimigo invisível, que nos prega rasteiras. Os nosso elementos são confrontados com saídas permanentes de INEM que não sabem bem o que vão apanhar, pois há pessoas que nos chamas porque estão com febre, tosse ou dores, e toda gente desconfia que está infetado. Temos dado proteção aos nosso operacionais. Temos dados instruções e recomendações, vivemos com um stress, mas somos bombeiros voluntários e isto não é para qualquer um», aponta o capitão, olhando o futuro com otimismo, até porque a corporação pode estar na iminência de resolver a questão do novo quartel (ver aqui), com a RUM afirma que está por dias (ver aqui).

 

 





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