Fotografia: DM

Arcebispo de Braga convida a aprofundar a fé e a ajudar os mais vulneráveis

Nos momentos de precariedade, «a fantasia da caridade tem que ser muito imaginativa e interventiva», refere D. Jorge Ortiga

Jorge Oliveira
17 Mar 2020

O Arcebispo de Braga convida os fiéis diocesanos, neste tempo de isolamento social ou de quarentena, a aprofundarem a realidade da sua fé, dedicando mais tempo à leitura.

D. Jorge Ortiga defende que este período devia ser uma oportunidade para aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus, mas também para ter mais atenção com o nosso próximo, mormente aqueles que mais necessitam de ajuda.

«Nos momentos de precariedade, a fantasia da caridade tem que ser muito imaginativa e interventiva. Podemos e devemos ajudar. Colocar de lado as as nossas atividades não significa que desconsideremos os outros», realçou D. Jorge Ortiga na Eucaristia de ontem celebrada na capela do Paço Episcopal, transmitida na página do Facebook da Arquidiocese.

Perante esta pandemia provocada pelo novo coronavírus Covid-19, que diariamente alastra e provocam mais mortes, o prelado apelou à responsabilidade e colaboração de todos, numa «luta» que terá de ser travada «sempre de mãos dadas» e «sem discrepâncias no modo de agir ou estar na sociedade».

«Teremos de acolher sempre as disposições das autoridades, procurando estar atentos a quanto é determinado. Há sempre novidades que teremos de ir conhecendo e dar a conhecer. Não basta cumprir, temos o dever de ir elucidando pelos meios que temos ao nosso alcance quem não tem capacidade para estar informado, mas também, se for o caso, quem não quer cumprir. Não se trata de querer ou não, aqui não há vontade pessoal, é o bem da humanidade que está em causa», alertou.

Na homilia, o Arcebispo de Braga agradeceu a entrega dos profissionais de saúde assim como também daqueles que trabalham com pessoas de risco, e pediu que tenham sempre «os cuidados devidos, mas que não se cansem de bem servir».

«É hora de mostrar que um simples profissionalismo não é suficiente. Dar-se é maravilhoso, fazê-lo com gratuidade é muito mais nobre e sublime. A humanidade saberá recompensar-vos», acrescentou.

Na eucaristia, rezou-se, de modo particular, pelos profissionais de saúde e também pela primeira vítima mortal portuguesa infetada pelo novo coronavírus, no Hospital de Santa Maria em Lisboa.





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