Fotografia: Nuno Cerqueira
“Operação Fora de Jogo” faz buscas no SC Braga

Buscas passam também por FC Porto, SL Benfica, Sporting CP e empresários de jogadores de futebol.

Nuno Cerqueira
4 Mar 2020

O SC Braga é um dos vários clubes em Portugal que está a ser alvo de buscas promovidas pelo Tribunal Central de Instrução Criminal (DCIAP) no âmbito da “Operação Fora de Jogo”.

Esta ação tem como alvo contratos de jogadores e alegados esquemas de fuga ao fisco.

Aliás, a Procuradoria-Geral da República e a Autoridade Tributária já haviam informado que «estão em curso 76 buscas, domiciliárias e também em diversos clubes de futebol, respetivas sociedades e dirigentes, escritórios de advogados e agentes intermediários».

No total são mais de 200 inspetores, acompanhados por elementos da PSP e vários procuradores do DCIAP.

Para além do SC Braga, também SL Benfica, Sporting CP, FC Porto e Vitória de Guimarães estão entre os visados da operação, tendo estes clubes já confirmado as buscas.

 

No caso dos guerreiros do Minho,  o clube presidido por António Salvador limitou-se a “repetir” o comunicado de seis de fevereiro último, dia em que a Sábado revelou que vários clubes estariam a ser investigados.

 

No caso dos conquistadores o Desportivo de Guimarães avança, esta tarde, que o clube da cidade-berço «está envolvido neste processo devido a negócios realizados, no passado, com o FC Porto». «Segundo apuramos, a referência ao Vitória no processo é indirecta, ou seja, em causa estará um negócio do FC Porto, no caso específico a transferência de Hernâni, mas em que as eventuais irregularidades terão sido cometidas apenas pelos portistas», vinca a nota.

O extremo, recorde-se, foi transferido, em janeiro de 2015, para o FC Porto, a troco de três milhões de euros (por 75% do passe).

Também os presidentes destes clubes estão a ser alvos de buscas, assim como Jorge Mendes, conhecido empresário da Gestifute.

«Trata-se de uma investigação que começou em 2015 e que teve a colaboração das autoridades fiscais espanholas, francesas e inglesas. Em causa estão crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais», revelou fonte próxima da ação.

«No inquérito investigam-se negócios do futebol profissional, realizados a partir do ano de 2015, e que terão envolvido atuações destinadas a evitar o pagamento das prestações tributárias devidas ao Estado português, através da ocultação ou alteração de valores e outros atos inerentes a esses negócios com reflexo na determinação das mesmas prestações. Em causa estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais», pode ler-se no comunicado da PGR.





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