Fotografia: Avelino Lima

Câmara pondera ceder Confiança à Universidade do Minho caso não surjam compradores

A oposição vê com bons olhos esta possibilidade avançada por Ricardo Rio.

Rita Cunha
24 Fev 2020

Caso a hasta pública agendada para o dia 11 de março termine sem qualquer investidor interessado na compra do edifício da antiga fábrica Confiança, a autarquia irá cedê-lo à Universidade do Minho para que ali possa ser criada uma residência universitária pública.

O anúncio foi feito esta manhã pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a reunião do Executivo Municipal. «Ou se consuma a venda neste segundo processo de hasta pública ou, tal como já foi dialogado com o reitor da Universidade do Minho, a Fábrica Confiança será disponibilizada para uma residência universitária pública, cumprindo exatamente os mesmos princípios do PIP, mas obviamente já não por um promotor privado, mas sim pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e pelo Fundo de Reabilitação que está criado neste momento», afirmou Ricardo Rio.

Segundo o edil, esta decisão deve-se ao facto de não existir urgência na venda, mas sim na recuperação do edifício. Contudo, não esconde que o encaixe financeiro na ordem dos quatro milhões de euros que poderá ser feito com a venda do imóvel seria importante para equilibrar as contas. «Não podemos simplesmente prescindir dessa verba que é quase cinco por cento do orçamento municipal», disse, respondendo à oposição que está contra esta passagem para a esfera privada do edifício.

Na reunião, Artur Feio, do Partido Sosialista, considerou mesmo que a autarquia dispõe de outras alternativas para encaixar dinheiro, como sejam a venda de terrenos que possui, por exemplo, no Parque Norte, numa altura em que o setor da construção volta a apostar na construção de habitações. Haverá ainda, referiu, a distribuição de fundos comunitários.

Confrontado com a novidade anunciada caso a hasta pública termine sem compradores, o responsável socialista disse ver com bons olhos a abertura de uma discussão sobre a cedência do edifício à academia minhota. «uma coisa é termos quartos a um preço controlado, outra é serem explorados pelo privado», referiu.

Na mesma ótica, Carlos Almeida, da CDU, acusa Rio de uma «vontade obsessiva» em vender a Confiança e mantém a rejeição no que respeita a sua venda. Quanto ao diálogo estabelecido com a Universidade do Minho, considera que deveria ter sido esse o primeiro passo e não o da sua alienação.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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