Fotografia: Avelino Lima

Aumento do tarifário do parque de estacionamento do Hospital contestado pela oposição

Segundo Ricardo Rio, o tarifário não poderia ser aplicado sem a aprovação prévia do Executivo Municipal, pelo que vai averiguar a situação e tentar dialogar para chegar a um consenso.

Rita Cunha
24 Fev 2020

A proposta de alteração do tarifário do parque de estacionamento do Hospital de Braga levantou ontem algumas questões na reunião do Executivo Municipal, concretamente no que respeita o aumento do preço de 15 por cento por hora – que já estará a ser cobrado antes desta aprovação – e o facto de não estar referenciada a gratuitidade dos 20 minutos iniciais apenas para quem quiser deixar ou ir buscar utentes, tal como acontecia até então. A autarquia garante que vai dialogar com a entidade que gere aquele parque – que não é a mesma que gere o Hospital de Braga – de modo a encontrar a melhor solução para todas as partes interessadas.

As dúvidas foram levantadas pela oposição. «Entendemos que há um aumento do tarifário de 15 por cento, passando de um euro para 1,15 euros por hora e depois os primeiros 20 minutos que são cobrados», referiu Artur Feio, do PS, defendendo que deverá haver uma conversação com a entidade que gere o parque o tendo em conta que «não há alternativas de estacionamento no local».
«Percebe-se o aumento mas não se aceita a forma como está a ser estipulado, sobretudo retirando o período inicial de 20 minutos que é algo que beneficia todos os que vão ao hospital levar ou recolher alguém», considerou.

Carlos Almeida, vereador da CDU, lamentou que a proposta de alteração do tarifário não contenha qualquer menção aos 20 minutos de gratuitidade, considerando-a «um retrocesso considerável que não podemos aceitar».
«O município, antes de aprovar o tarifário, deveria iniciar conversações com a entidade gestora do equipamento para garantir pelo menos esse benefício aos utentes do hospital porque não há alternativa de estacionamento pago nas imediações», vincou o responsável, antevendo que tal situação possa levar a estacionamentos abusivos que possam, por sua vez, criar bloqueios à normal circulação dos autocarros que param junto à entrada principal do hospital.

No que respeita o aumento do tarifário, Carlos Almeida alertou para o facto de este ter entrado em vigor antes da autorização do município. «Este tarifário já está em vigor», disse, não sabendo precisar desde quando.

Uma situação que Ricardo Rio prometeu averiguar, já que «o tarifário não poderia ser aplicado sem a aprovação prévia do Executivo Municipal», podendo mesmo ser aberto um processo de contra-ordenação. Contudo, disse nada poder fazer quanto aos valores cobrados a não ser dialogar com as entidades gestoras, privadas, e tentar chegar a um acordo.





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