Fotografia: DM

Falta de equipamentos limita a capacidade de investigação da Escola de Ciências da UMinho

Escola de Ciências da Universidade do Minho assinala hoje o seu 45.º aniversário.

Rita Cunha
21 Fev 2020

Em dia de aniversário, a presidente da Escola de Ciências da Universidade do Minho pediu uma “prenda”: novos equipamentos que permitam aumentar a competitividade que tem vindo a perder fôlego sobretudo a nível internacional.

«Neste momento defrontamo-nos com alguns problemas de aquisição de novos equipamentos. Em termos de financiamento das agências de financiamento que temos, entre elas a Fundação para a Ciência e Tecnologia, já há vários anos que não têm assegurado um financiamento considerável», explicou Manuela Côrte-Real, hoje, à margem das comemorações.

Para a responsável, este apoio é fundamental para incrementar a competitividade da Escola de Ciências minhota nos panoramas nacional e, sobretudo, internacional. «Em relação a outros países estamos um bocadinho atrasados porque entretanto houve uma evolução muito grande em termos de tecnologia e equipamentos associados à investigação e nós estamos, nesse ponto de vista, muito atrasados», explicou, considerando que tal situação limita a atuação da escola.

Confrontado com esta preocupação de Manuela Côrte-Real, o reitor da Universidade do Minho confirmou a situação vivida e que se estende a várias áreas das ciências e em outros domínios de atuação da academia. «Estamos a confrontar-nos com problemas relativos seja ao equipamento científico seja ao próprio edificado que permita, por exemplo, acolher o elevado número de investigadores que fomos integrandoa o longo destes últimos tempos», explicou.

Contudo, e apesar de a considerar uma «necessidade urgente», Rui Vieira de Castro adiantou que a mesma «não é suprível a partir daquilo que são as receitas próprias da instituição». «Relativamente à utilização de recursos próprios da universidade para esse efeito não temos hoje condições para responder a essa necessidade. Aquilo que temos em expetativa é que proximamente vai ser lançado um programa específico de apoio às infraestruturas científicas protagonizado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte e essa será certamente uma oportunidade para podermos aumentar a nossa capacidade de resposta no que diz respeito ao equipamento científico», disse.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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