Fotografia: Avelino Lima

Nova Agora centrada na exploração laboral, crise ecológica e desafios da saúde

“Nova Agora” responde à necessidade da Igreja dialogar com a cultura, num esforço de descoberta «da verdade das coisas» e com o propósito de «falar-lhe da grandeza da pessoa» e da «riqueza da transcendência».

Joaquim Martins Fernandes
19 Fev 2020

A edição de 2020 da “Nova Agora” vai focar-se nas questões relacionadas com a crise ecológica que o mundo atravessa, as novas formas de exploração laboral que crescem no período pós-crise e nos desafios crescentes que o avanço da genética coloca à medicina e à saúde.

O ciclo de conferências organizado pela Arquidiocese de Braga arranca no próximo dia 13 de março, às 21h00, no Auditório Vita e o economista e ex-ministro da Segurança Social, Bagão Félix, e os professores universitários Domingos Xavier Viegas e Orfeu Bertolami são os convidados para debater o tema “A agonia do Planeta: exigência de uma conversão ecológica”.

Para o dia 20 de março fica a discussão sobre “Medicina e saúde à luz da genética”, que mobiliza para o Auditório Vita os especialistas Fernando Regateiro, médico e gestor hospitalar, Cecília Leão, da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e Miguel Oliveira da Silva, médico e professor universitário.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, o economista José António Pereirinha, e o antropólogo Paulo Granjo são os especialistas convidados para debater, no dia 27 de março, as questões do “precariado”, que é intensificado pelas “novas formas de explorações laborais” que saíram do período pós-Troika e que se acentuam numa altura em que o mercado de trabalho dá sinais de fortalecimento, mas que, «incompreensivelmente», é marcado pelo «acentuar dos baixos salários», conforme denunciou esta manhã o Padre Eduardo Duque, que é o coordenador da “Nova Agora”.

Para o Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, o ciclo de conferências, que vai decorrer no período quaresmal, expressa a evolução da Igreja de Braga, que abandonou as Conferências Quaresmais que se realizavam na Sé Catedral, para que a análise de «temas fundamentais e de grande atualidade» seja feita extra-muros e por leigos especializados nas questões a refletir, sejam crentes ou não.

«Nas Conferências Quaresmais, os cristãos limitavam-se a ouvir e nada mais. Quis evoluir para encontros, nas temáticas que dominam as preocupações da sociedade, permitir que os leigos competentes em determinadas áreas falassem a linguagem do mundo para que, posteriormente, cada um iluminasse com fé quanto foi comunicado», afirmou hoje D. Jorge Ortiga da Cunha, na conferência de imprensa de apresentação daquela que é a sexta edição da “Nova Agora”.





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