Fotografia: Avelino Lima

Exortação Apostólica “Querida Amazónia” é um grito para salvar a obra da criação

Exortação Apostólica “Querida Amazónia” expressa o sonho do Papa Francisco por uma Amazónia que lute pelos direitos dos mais pobres e pela afirmação da dignidade humana

Joaquim Martins Fernandes
14 Fev 2020

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, disse esta manhã que a Exortação Apostólica “Querida Amazónia” «é um grito que o Papa Francisco dirige a toda a humanidade» e que tem como «preocupação fundamental» a «salvação da criação».

«Usando de grande sabedoria e grande inteligência, o Papa Francisco aborda a realidade da ecologia nas suas mais variadas vertentes. Os destinatários desta mensagem não são apenas os católicos, mas as pessoas do mundo inteiro», sublinhou D. Jorge Ortiga.

O Prelado bracarense falava numa conferência de imprensa que se realizou a meio da manhã de hoje, santuário do Bom jesus do Monte, e que cumpriu a sugestão do Sumo Pontífice no sentido de que as linhas fundamentais do documento Pontifício sejam divulgadas em todas as Dioceses.

D. Jorge Ortiga, que apresentou a Exortação Apostólica como sendo «o sonho» da Igreja em favor da defesa e preservação dos valores ecológicos e do futuro da humanidade, salientou que as questões ambientais «são uma emergência» a que importa dar resposta, mas que «ainda não foram assumidas como uma verdadeira causa pela humanidade».

Na conferência de imprensa de divulgação da exortação papal esteve também o professor de Comunicação Social da Universidade do Minho, Manuel Pinto, que censurou o «reducionismo» dos “media” perante o documento, tendo-se limitado a noticiar uma matéria que não faz parte da Exortação “Querida Amazónia”, ao levantar a questão do celibato. «É uma realidade que não está está tratada no documento», vincou Manuel Pinto, afirmando que não se percebe como se pode afirmar que «o Papa fechou uma porta que não tinha sido aberta».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up