Fotografia: DR

Universidade do Minho lidera projeto de investigação microbiana

O financiamento, de cinco milhões de euros, provém do Programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia.

Rita Cunha
11 Fev 2020

A Universidade do Minho viu aprovado um projeto de cinco milhões de euros para consolidar e alargar a sua missão ao serviço das ciências biológicas e da bioindústria, informou a academia minhota

O financiamento provém do Programa Horizonte 2020, da Comissão Europeia. O objetivo passa por «garantir o acesso a um portefólio de meio milhão de microrganismos e sua informação associada, além de serviços altamente especializados e ações de educação e formação profissional contínua». Por outro lado, para além dos atuais dez países parceiros, que incluem a Federação Russa, quer-se alargar a rede da MIRRI a todos os 27 países da União Europeia, a par de outros países interessados.

O projeto distinguido designa-se “Implementação e sustentabilidade da MIRRI para o século XXI” , prolonga-se até 2023 e, segundo o professor catedrático Nelson Lima, que coordena a MIRRI e a Micoteca da Universidade do Minho, no Centro de Engenharia Biológica, em Braga, «reconhece o longo trabalho da UMinho e de uma ampla equipa europeia neste âmbito».

O lado mais visível do projeto será a futura plataforma informática agregadora da mais diversa informação sobre microbiologia, como o extenso portefólio de recursos microbianos, a gestão de dados e de serviços, as ações educativas, os perfis de sustentabilidade e a legislação, entre outros. A criação dessa estrutura tem a parceria do Centro de Computação Gráfica da UMinho, da Universidade de Valência (Espanha) e apoio da LifeWatch-Espanha, uma base digital de referência mundial na proteção, gestão e uso sustentável da biodiversidade.

«Queremos acelerar os processos de acesso aos recursos microbiológicos, que possam beneficiar os vários ‘stakeholders’ e, em particular, a bioindústria com soluções inovadoras e sustentáveis», diz Nelson Lima. O catálogo único da plataforma permitirá, por exemplo, ver o potencial de cada microrganismo e as suas aplicações, facilitando, assim, a respetiva avaliação, geração, difusão e acesso.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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