Fotografia: DM

Palestra na Escola Secundária Carlos Amarante alerta para «dever» de lembrar o holocausto

“SHOÁ – O Holocausto: como foi humanamente possível?” realizou-se na manhã de hoje.

Rita Cunha
27 Jan 2020

O dever de não esquecer o holocausto ficou patente numa palestra organizada hoje na Escola Secundária Carlos Amarante por ocasião do 75.º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau.

No encontro, que reuniu alunos do 3.º ciclo na plateia e do 11.º ano na mesa de oradores, intervieram várias figuras que estudaram ou vivenciaram, indiretamente, este período da história mundial. Numa fase inicial, os alunos do Secundário introduziram o tema, lembrando a sua atualidade já que «a Europa e o resto do mundo continua a cometer os mesmos erros».

De seguida, foram vistos alguns excertos de filmes, entre eles “A vida é bela”, de Roberto Benigni, intercalados com comentários. Um dos oradores convidado foi Eduardo Jorge Madureira, autor de várias publicações sobre direitos humanos e holocausto, que saiu em defesa da memória deste episódio que custou a vida a seis milhões de pessoas. «Há hoje em dia um dever de memória. Todos temos um dever de memória em relação às vítimas das injustiças, um tipo de crime que ainda hoje permanece incompreensível», referiu.

Já Ana Marques, que foi leitora do Instituto Camões em Israel durante oito anos, abordou a forma como o holocausto é vivido naquele país. «Obviamente que é uma ferida aberta, principalmente para as famílias que passaram por essa situação, mas, curiosamente, não é um tema muito falado diariamente ou de que se fale espontaneamente. Falam muito sobre as suas tradições, os costumes e o dia-a-dia, mas sobre o holocausto não», referiu, vincando que a única exceção acontece por esta altura do ano em que o tema é amplamente abordado pela imprensa.

Com esta iniciativa, que contou ainda com uma exposição que passará pelas restantes escolas do Agrupamento, a ESCA pretendeu sensibilizar os mais novos para este tema. «Foi um episódio marcante do século XX e para muitos é algo que é para esquecer, mas não o devemos fazer e temos de passar a mensagem para que não volte a acontecer», explicou Hortense Santos, diretora da Escola Secundária Carlos Amarante.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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