Fotografia: DM

Escola Profissional de Braga sensibilizou alunos para as «raízes de ódio» que ainda persistem

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto assinalado com uma palestra e exposição.

Rita Cunha
27 Jan 2020

A Escola Profissional de Braga assinalou hoje o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto com uma palestra e exposição alusivas à temática, numa tentativa de mostrar aos jovens um dos períodos mais negros da história mundial e alertá-los para o facto de que, 75 anos depois, ainda há registo de casos de genocídio no mundo.

«Numa altura em que se assinalam os 75 anos de libertação do campo de Auschwitz, o que pretendemos é sensibilizar os nossos alunos para a intolerância, para o racismo e para a xenofobia que foi todo este ato hediondo por parte do partido nazi que matou seis milhões de judeus. Queremos que isto esteja sempre bem presente na cabeça de todos nós porque, lamentavelmente, isto continua a acontecer. Só de 1990 a 2020 já houve três tentativas de genocídio a nível mundial e nós continuamos a assobiar para o lado», explicou ao Diário do Minho Luís Lima, professor de História e da Área de Integração, enquanto promotor da iniciativa.

Para o responsável, este tipo de ações junto dos jovens adquire uma maior importância na atualidade dado o crescimento da Extrema direita na Europa. «Estou um pouco alarmado. A Estrema direita chegou ao parlamento português e temos de nos acautelar com estas raízes de ódio que continuam a existir. Continuamos a querer negar a algumas comunidades a sua existência no planeta quando ele é de todos», lamentou Luís Lima.

A complementar, na entrada do auditório, encontra-se patente nos próximos dias a exposição “Para não esquecer”, cedida pelo Museu Judaico de Belmonte.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up