Vídeo: Nuno Cerqueira

Tradição única nas ruas da foz do Cávado.

Nuno Cerqueira
31 Dezembro 2019

«Bota o ano belho fora e venha o nobo cá p´ra dentro». Esta é a frase, cantada, que ao final desta tarde de terça feira andou pelas as ruas do centro histórico de Esposende numa tradição peculiar esposendense de passagem de ano que junta miúdos e graúdos e até já foi tema de um livro: “Ano velho em Esposende” escrito por Armando Meira Marques Henriques.

 

Obrigatoriamente com cinco pessoas, quatro das quais a transportar aos ombros uma carrela dos sargaceiros e um último elemento – a representar o ano que termina – sentado na dita carrela, passeiam-se com roupas velhas pelas ruas.

«É uma tradição antiga de Esposende. Nós aproveitamos e temos vindo a fazer um concurso. Eles têm que passar por alguns estabelecimentos comerciais que dão uma pontuação», refere os antigos de Esposende, quando vêm passar as carrelas.

O ritual tem origens ancestrais e em tempos antigos era costume o cortejo parar à porta das tabernas para os carregadores descansarem e molharem as goelas, lançando impropérios e lamentos.

No final, e como manda a tradição, as carrelas concentram-se, por volta das 17h30, no Largo dos Peixinhos.

«Pelo percurso vão pedindo esmola para o ano velho», explicam os participantes, acrescentando que «há gente de todas as idades a participar».


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