Fotografia: Nuno Cerqueira

Um em cada seis trabalhadores da Câmara de Vila Verde apresenta diagnóstico psiquiátrico

Estudo está a ser elaborado no âmbito do programa ‘Mind at Work’.

Redação / NC
6 Dez 2019

Um estudo sobre a importância da promoção da saúde e bem-estar no local de trabalho alinha Portugal com a realidade mundial, em que um em cada seis colaboradores apresenta diagnóstico psiquiátrico, disse hoje a coordenadora do projeto.

Em curso entre 01 de janeiro de 2019 e 01 de janeiro de 2020, o estudo está a ser elaborado no âmbito do programa ‘Mind at work’ e uma primeira fase de avaliação decorreu “na Câmara de Vila Verde, envolvendo 103 pessoas, do presidente à vereação, diretores de serviços e 40% dos colaboradores, escolhidos de forma aleatória, e abrangendo todas as categorias profissionais”, acrescentou Filipa Palha.

Segundo a também docente no polo do Porto da Universidade Católica Portuguesa, onde hoje pelas 14:15 vão ser apresentados os resultados preliminares da implementação do programa, a conclusão tem por base “os 28% de pessoas que afirmaram ter passado ou estar a passar por um problema de saúde mental”.

“Percebemos, com a evolução do projeto, que algumas destas pessoas confundiram o estar ansiosa com ter um problema de ansiedade, razão pela qual lhe atribuímos um valor mais ajustado à realidade, passando de um em cada quatro para um em cada seis”, explicou Filipa Palha.

E prosseguiu: “este é um dado que não é só português, mas geral. O que o nosso estudo demonstra é que está alinhado com a tendência mundial”.

Para sustentar a análise, a coordenadora acrescentou que os números “estão dentro do expectável e do que é a prevalência nacional”, em que os “dados epidemiológicos dizem que 30% da população tem problemas de saúde mental” encontrando-se “alinhados com os números internacionais”.

“Estes números apontam para a urgência de olhar para este problema no local de trabalho”, alertou a responsável do projeto.

O programa ‘Mind at work’ é cofinanciado pela Direção-Geral de Saúde e pretende “desenvolver um modelo que permita abordar as questões da saúde, da doença mental e bem-estar no local de trabalho”, acrescentou.





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