Fotografia: Avelino Lima

Aumento do Alojamento Local promove exclusão de alunos e idosos da habitação

O investimento em Alojamento Local foi a fórmula encontrada por muitos desempregados para contornarem o problema da crise.

Joaquim Martins Fernandes
22 Nov 2019

A forte subida que se tem registado no Alojamento Local coloca mais pressão na especulação imobiliária, com reflexos nos valores das rendas dos edifícios habitacionais e na menor oferta de residências para estudantes universitários, idosos e famílias carenciadas.

O alerta é feito no relatório “Impacto do turismo na morfologia urbana dos municípios do Eixo Atlântico», que adverte para o crescimento de um novo modelo de arrendamento, assente numa maior apetência pelo lucro mais imediato e a aversão a contratos de média e longa duração.

O relatório identifica as cidades de Braga, de Viana do Castelo, de Guimarães, de Barcelos e de Vila Nova de Famalicão como as mais afetadas pelo crescimento da nova modalidade de alojamento turístico no Minho.

A oferta existente na região, que está já está próxima do um milhar de unidades – Braga lidera com 320 casas de Alojamento Local, seguindo-se Viana do Castelo com 245 e Guimarães com 142 – leva os autores do relatório a sugerirem medidas municipais de proteção dos públicos «mais vulneráveis em termos residenciais», que «são os estudantes, as pessoas mais velhas e, em geral, as pessoas e famílias de menores rendimentos».
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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