Fotografia: DM

Escolas têm que investir mais na educação dos alunos ciganos

Aplicação do Projeto RISE no Agrupamento de Escolas de Prado, em Vila Verde, reduziu praticamente a zero a taxa de retenção e de abandono escolar dos alunos de etnia cigana.

Joaquim Martins Fernandes
19 Nov 2019

A secretária de Estado para a Integração e as Migrações, Cláudia Pereira, afirmou hoje, em Braga, ser necessário um maior investimento da comunidade escolar na educação dos alunos de etnia cigana.
A governante alertou que a escola tem expectativas mais baixas para o percurso escolar desses alunos e defendeu a necessidade de uma maior sensibilização dos profissionais de educação para o problema que é agudizado dentro da própria etnia.
Falando na sessão de abertura da Conferência Nacional sobre o projeto RISE, que decorreu no Instituto de Educação da Universidade do Minho, a secretária de Estado para a Integração e as Migrações apontou também a necessidade de o Governo ir mais longe.
«O Governo já fez muita coisa, mas há ainda muito para caminhar», disse Cláudia Pereira. Naquela que foi a sua primeira intervenção pública enquanto membro do Governo de António Costa, a governante não deixou de questionou a capacidade dos estabelecimentos de ensino para liderem com o problema da inclusão dos alunos ciganos.
«As escolas, no seu atual formato, terão espaço para a inclusão das competências e valores da comunidade cigana?», perguntou, antes de constatar que «existe um tratamento desigual face às crianças ciganas» e de defender que «os profissionais da educação precisam de investir mais na educação inclusiva da comunidade cigana».
[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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