Fotografia: Joaquim Martins Fernandes

Vieira acusa poder económico de “querer roubar” a riqueza local

António Cardoso denunciou a pressão que grupos económicos estão a fazer para licenciar negócios de extração de lítio e sugeriu que a exploração de minério seja feita no Terreiro do Paço.

Joaquim Martins Fernandes
15 Nov 2019

O presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, António Cardoso, denunciou hoje o alegado interesse de grupos económicos em «roubar a principal fonte de riqueza» do concelho, mediante a exploração de minérios que acabam com os maiores atrativos turísticos e o setor mais produtivo do território.

«Neste momento, estamos a ser assediados por poderosos interesses económicos que nos querem roubar a paz e a principal fonte de riqueza – a natureza selvagem, a nossa Serra da Cabreira -, com o argumento da proteção da natureza e da baixa dos níveis de poluição. Tudo isto para incremento da venda de viaturas elétricas, contendo baterias de lítio», afirmou António Cardoso.

O autarca, que falava na sessão solene das comemorações do Dia do Concelho, garantiu que «enquanto presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho», não permitirá «que, para lucro de poucos, seja descaracterizada a serra e a paisagem», que são as «principais atrações turísticas» do concelho. Cardoso justificou também a sua oposição à exploração de lítio no concelho na necessidade de serem «preservados os lençóis freáticos» que, a serem prejudicados, «provocação a destruição da nossa agricultura».

«A exploração de lítio no nosso território não é bem vinda, será hostilizada e eu estarei à frente dos vieirenses para proteger o que é nosso e que é belo e intocado», prometeu «solenemente», acentuando que «a vida do difícil» desenvolvimento local «não passa pela destruição» do que os vieirenses tem de «melhor».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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