VĆ­deo: Nuno Cerqueira

AdƩlio Neiva da Cruz esteve na UMinho.

Nuno Cerqueira
13 Novembro 2019

 

O diretor-geral do ServiƧo de InformaƧƵes e SeguranƧa (SIS), o esposendense AdĆ©lio Neiva da Cruz, em, declaraƧƵes ao DiĆ”rio do MinhoĀ  referiu ontem que apesar do duro golpe que o Estado IslĆ¢mico sofreu com a morte do lĆ­der Abu Bakr al-Baghdadi, de 48 anos, a Ā«ameaƧa existe, Ć© real e estĆ” organizadaĀ».

AdĆ©lio Neiva da Cruz deu conta, no Ć¢mbito da Semana da Criminologia da Escola de Direito da Universidade do Minho (EDUM) e que assinala trĆŖs anos do curso de Criminologia e JustiƧa Criminal, que Ā«nem a eliminaĆ§Ć£o fĆ­sica do lĆ­der nem a perda de territĆ³rio significa a derrota do Estado IslĆ¢mico.

Ā«A Jihad nĆ£o acabou com a morte de Abu Bakr al-Baghdadi. A organizaĆ§Ć£o, clandestina, estĆ” a tentar reorganizar-se com novas formas de insurgĆŖncia, nĆ£o apenas na SĆ­ria e Iraque, mas tambĆ©m em vĆ”rios paĆ­ses de Ɓfrica e sudoeste asiĆ”tico. Os “social media” continuam a divulgar a sua ideologia e propaganda. Continuam a recrutar simpatizantes procurando a radicalizaĆ§Ć£o para a prĆ”tica de ataques, nomeadamente na EuropaĀ», frisou.

Para o diretor-geral do SIS, a Europa nĆ£o estĆ” livre de um novo ataque de larga escala.

Ā«Continuamos a avaliar que a Europa nĆ£o estĆ” livre, nem essa hipĆ³tese estĆ” excluĆ­da. Muitos militantes permanecem na Europa adormecidos. Consideramos que as mulheres do Estado IslĆ¢mico nos campos de detenĆ§Ć£o, controlados pelos Curdos, forjam o ressurgimento do Estado IslĆ¢mico. Cada vez sĆ£o mais radicais e a desenhar a redes de contactos que os vĆ£o transportar no seu regresso Ć  EuropaĀ», apontou, considerando tambĆ©m que os ambientes violentos nas prisƵes constituem vetor determinante de ameaƧa futura na Europa.

[NotĆ­cia completa na ediĆ§Ć£o impressa do DiĆ”rio do Minho]


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