Vídeo: Nuno Cerqueira

Revista científica Nature Communications.

Nuno Cerqueira
6 Novembro 2019

 

Um estudo publicado na conceituada revista científica Nature Communications, por Scott A. Kulp e Benjamin Strauss, mostra que daqui a 30 anos, e caso não seja feito nada no imediato, metade de Esposende vai desaparecer.

A zona costeira de Esposende, atrav√©s das zonas mais vulner√°veis, a √°gua do mar vai avan√ßar face √† subida do n√≠vel dos oceanos devido ao degelo causado pelo aquecimento global. Em 2050, e que pode j√° revelar em 2040, uma parte substancial de Esposende poder√° estar submersa e outras sujeitas a severas inunda√ß√Ķes costeiras.

Esposende √© uma uma das zonas cr√≠ticas e sinalizadas a ‚Äúvermelho‚ÄĚ no mapa (consultar aqui).

Num cen√°rio moderado apontado pelo estudo, e para al√©m do desaparecimento de todas as praias, o mar vai estar para l√° da rua Direita e “beijar” o quartel dos Bombeiros Volunt√°rios de Esposende. Da Solidal at√© √† entrada norte da ponte de F√£o tudo ser√° √°gua, incluindo tamb√©m o atual Atlas.

Toda a Marginal, incluindo as escolas do Agrupamento António Correia, Hotel Suave Mar, Forte São João Batista vai ficar dentro do mar. Já nas Marinhas o mar vai encostar ao Aldeamento dos Rouxinóis, à rua da Redonda e em Rio Moinhos, um dos pontos mais sensíveis, a água pode chegar à EN13.

Milh√Ķes de euros em obras realizadas recentemente v√£o desaparecer, como caso da ecovia, Etar das Marinhas, Restinga e refor√ßo da barra. O setor imobili√°ria em Esposende, um dos mais especulados no pa√≠s, pode dar lugar a uma profunda crise com efeitos nefastos.

A sul o cen√°rio √© igualmente catastr√≥fico. Com a √°gua a entrar entre o Clube N√°utico de F√£o e o F√ījo, todas zona baixa dos L√≠rios, at√© ao Parque de Campismo de F√£o, ficar√° de baixo de √°gua, ficando o pinhal como uma esp√©cie de “nova restinga”.

Outra zona crítica é na Pousada da Juventude, com a água a colocar o cemitério de Fão, igreja do Bom Jesus de Fão também debaixo de água e rio Cávado a chegar à Prio. A zonas das Pedreiras também ficará submersa.

A Ap√ļlia √© um dos locais menos afetados, mesmo assim a zona do Campo Escutista para sul para a ser mar.

O estudo estima que em todo o mundo v√£o ser 300 milh√Ķes de pessoas afetadas, sendo que um dos detalhes mais impressionantes √© que parece ser j√° tarde para que o que fazemos hoje mude alguma coisa daqui a 20 /30 anos.

¬ęAs comunidades humanas concentram-se de forma desproporcionada nas zonas muito baixas da costa. At√© agora, acreditava-se que s√≥ 65 milh√Ķes viviam nessas zonas; com base em dados mais precisos, o estudo aponta para 250 milh√Ķes, ou seja, quase o qu√°druplo¬Ľ, diz Benjamin Strauss, presidente e CEO da Climate Central, uma organiza√ß√£o n√£o governamental, citado pelo Executive Digest.

A √Āsia √© indicada como o continente mais afectado, com primazia para seis pa√≠ses: China, Bangladesh, √ćndia, Vietname, Indon√©sia e Tail√Ęndia.


Outros Vídeos

Scroll Up