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Obras na Igreja da Misericórdia de Barcelos revelam património artístico

Graças a uma intervenção mais profunda.

Redação / NC
11 Set 2019

As obras de restauro da igreja da Misericórdia de Barcelos vieram a obrigar a uma intervenção mais profunda. Uma intervenção que veio a relevar uma maior riqueza patrimonial e artístico, do que aquela que estava visível, com destaque os quadros da “Conversão de São Paulo” e da “Ceia de Emaús”.

Em comunicado enviado ao Diário do Minho, a Santa Casa da Misericórdia de Barcelos faz saber que, as obras, que nas últimas semanas têm vindo a ter visitas de acompanhamento por parte de vários especialistas, entre eles pessoas ligadas à Arquidiocese de Braga e à Universidade do Minho, mostraram que a intervenção não se poderia limitar ao telhado da Igreja e aos trabalhos da capela-mor.

Segundo a Misericórdia de Barcelos, com o avançar da obra, foi possível detetar património cultural artístico em deterioração, além do que já era previsto. Assim, os altares de Santo António, de Nossa Senhora da Conceição, do Senhor da Cana Verde, as sanefas, bem como as molduras e pinturas da Igreja, estão a ser ou serão ainda beneficiados com trabalhos de restauro.

O provedor da Misericórdia de Barcelos, Nuno Reis, sublinha que «as obras não mais podiam ser
adiadas sob pena de custos ainda superiores no futuro ou mesmo danos irreparáveis».

Quanto às pinturas em tela e à descoberta que os trabalhos de limpeza permitiram, o provedor afirma que «é preciso dar tempo ao tempo e, sobretudo, continuar a fazer as obras de restauro que têm de ser feitas e da forma mais correta. Os trabalhos de investigação ajudarão a lançar mais luz sobre a importância destas obras de arte», nota.

Entretanto, as intervenções na igreja da Misericórdia prossegue, estando a conclusão dos trabalhos prevista para o final do próximo mês de outubro.





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