Espaço do Diário do Minho

Esta festa é bela porque é em honra d’Ela!
3 Set 2019
João António Pinheiro Teixeira

  1. Uma vez mais, Lamego «veste-se» de festa em honra da Sua Padroeira, Aquela que nos acompanha a vida inteira. Há quase quatro séculos – com segurança o podemos dizer – assim costuma ser.

  2. Festa que nos faz movercá em baixo começa a comover-noslá em cima, onde «mora» a nossa Mãe. É uma festa toda bela porque é «em honra» d’Ela, da nossa Mãe, Nossa Senhora dos Remédios.

  3. Aliás, o que torna Lamego singular é o que lá em cima tem para mostrar. Esta seria sempre uma cidade carregada de história e de beleza. Mas tal beleza não avultaria tanto sem essa fonte de encanto que dá pelo nome de Nossa Senhora dos Remédios.

  4. Sendo festas com uma exuberante policromia de expressões, é Ela que polariza o palpitar dos nossos corações. Mas as festas não são só da cidade. Elas são do país e de toda a humanidade.

  5. De facto, as festas e o Santuário já são património de toda a humanidade. É na humanidade que está o Santuário. E é de toda a humanidade que ao Santuário acorrem – de diferentes destinos – milhares e milhares de peregrinos.

  6. Alguém duvidará de que estamos perante um destacado património da humanidade? Só falta estar formalmente declarado. Mas, apesar de tal estatuto não estar declarado, basta olhar para a gente que para aqui vem de todo o lado. Mais importante do que a declaração como património da humanidade não será a fruição – por parte de tantos – de tão assombroso património oferecido a toda a humanidade?

  7. Neste lugar, são muitas as peregrinações. E a nossa Mãe toca em todos os corações. Muitas lágrimas aqui são vertidas. São as confidências de tantas – e tão sofridas – vidas. Há dores que só junto da Mãe se partilham. E é perto d’Ela que as esperanças de cura cintilam.

  8. Nossa Senhora dos Remédios é a nossa «Primeira Dama». É Ela quem mais gente para aqui chama. Pelos degraus do Escadório e pelo Parque Florestal, não deixemos de celebrar a Mãe nesta época sem igual.

  9. Mas não esqueçamos que, nos outros dias, Nossa Senhora também espera por nós. Visitemo-La e, no nosso coração, escutemos a Sua voz.

  10. Depois de a festa terminar, Ela, a Mãe, por todos nós continua a esperar. No Santuário, em cada dia, é sempre tempo de romaria. Que este seja um tempo de paz e união. E que, à volta da Mãe, formemos um único coração!



Mais de João António Pinheiro Teixeira

João António Pinheiro Teixeira - 2 Jun 2020

1. Interrompemos o Tempo Comum, para dar lugar ao ciclo da Quaresma e da Páscoa. E retomámos o mesmo Tempo Comum, após o Tempo Pascal, que termina com a Solenidade do Pentecostes. 2. Estamos, portanto, no tempo mais extenso do ano litúrgico, que nos vai levar até ao sábado a seguir à Solenidade de Nosso […]

João António Pinheiro Teixeira - 26 Mai 2020

Já não bastava a palavra «pessoa» remontar ao grego «prósopon», que significa «máscara». Tal é a acepção que lhe dá Homero na «Odisseia». O curioso é que, ainda hoje, os intervenientes numa peça de teatro são denominados «personagens». Neste caso, o latim «persona» sinalizaria o facto de o actor fazer «soar», através de uma abertura […]

João António Pinheiro Teixeira - 19 Mai 2020

1. Todas as despedidas são dolorosas. Aparentemente, a Ascensão assinala a despedida de Jesus. Mas só aparentemente. A Ascensão não assinala uma despedida, mas inaugura uma presença nova. 2. Jesus não deixou o Pai quando veio até ao mundo e – agora – não deixa o mundo quando volta até ao Pai. Ele, que nos […]


Scroll Up