Fotografia: Nuno Cerqueira
Loucura para ver Offspring esgota Vilar de Mouros

Em Caminha não se dorme, apenas de ouve.

Nuno Cerqueira
24 Ago 2019

Ainda nem 19h30 eram e na A28 já se previa um festival de Vilar Mouros, em Caminha, de casa arrebentar pelas costuras. As filas de acesso ao nó de saída da A28 para o mais mítico festival de música de Portugal atingiam vários quilómetros como comprovou o Diário do Minho no local.

Depois de mais de 40 minutos a tentar arranjar lugar para estacionar, o staff do festival confirmava: «Já não há bilhetes. Esgotou tudo».

Desta forma ficou confirmado aquilo que há se previa, que cada dia do Vilar de Mouros deste ano teria mais pessoas que a totalidade da edição do ano passado nos três dias.

Deste facto não está alheio o facto do cartaz de hoje ter na “ementa” Offspring, o que levou uma maré de gente, muitos galegos, a procurar Vilar de Mouros.

Lá dentro, no recinto, o ambiente “best off” de sempre e que de ano para ano não deixa defraudado quem procura o festival encravado no Alto Minho.

A “mística” é a principal razão para ir ao festival Vilar de Mouros, com o festivaleiros a destacar este ano a renovação do evento e a reabilitação do espaço.

Este festival icónico, também um dos mais antigos da Europa, já teve este ano no palco bandas como The Cult, Manic Street Preachers, Anna Calvi e Therapy, além de The Wedding Present e os portugueses Tape Junk.

Esta noite de sábado, a vila minhota recebeu os concertos de The Offspring e Skunk Anansie, levando muitos dos festivaleiros a considerar que o Vilar de Mouros deste ano está “top”.

«Não vejo a mística de Vilar de Mouros em outros festivais, é o espaço, as várias faixas etárias e música diferente. É Vilar de Mouros e está tudo dito. É o festival mais antigo de Portugal e este ano está brutal”, referiu Maria Pereira, uma veterana do Vilar de Mouros.

Por entre o público também há espaço para os estreantes, como José Fernandes, que sempre ouviram falar do festival e queriam sentir “o mito”.

«Nunca tinha cá vindo, estou a gostar. É diferente. vemos muitas gerações aqui. Tudo é fluído e há qualquer no ar que não se explica, apenas se ouve», frisou ao Diário do Minho.

Gogol Bordello, Prophets of Rage ou os portugueses Linda Martini e Jarojupe são algumas bandas deste domingo.

 

 





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