Fotografia: Nuno Cerqueira
Governo aprova fim da crise energética a partir das 23h59

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado.

Lusa
19 Ago 2019

O Governo aprovou hoje em reunião eletrónica do Conselho de Ministros o fim da crise energética declarada há nove dias devido à greve de motoristas de pesados, a partir das 23h59.

O executivo socialista justifica a decisão “considerando o termo da greve decretado pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, no dia 15 de agosto, e pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, no dia 18 de agosto, assim como a evolução favorável registada ao longo do período de crise energética nos postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA)”.

A situação de crise energética teve como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

O elenco governativo decidiu ainda que “os postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na REPA passam a constituir postos de abastecimento de combustíveis não exclusivos” e que “o volume máximo de gasolina ou gasóleo que pode ser fornecido a cada veículo automóvel passa a ser de 25 litros”.

“Nos postos de abastecimento não pertencentes à REPA, com exceção dos postos de abastecimento localizados nas regiões autónomas, mantêm-se os limites já em vigor de 25 litros para veículos ligeiros e de 100 litros para veículos pesados”, lê-se ainda no comunicado do Conselho de Ministros.


O Conselho de Ministros declarara em 09 de agosto a situação de crise energética, para o período compreendido entre as 23h59 desse dia e as 23h59 de 21 de agosto, para todo o território nacional.

Foi também constituída a REPA, integrando postos de abastecimento exclusivo para entidades prioritárias e veículos equiparados, como Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, emergência médica ou transporte público de passageiros e uma rede para abastecimento público com bombas abertas ao público em geral, mas com restrições na quantidade de abastecimento.




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