Fotografia: DR
João Rodrigues venceu 81.ª volta a Portugal em bicicleta

Impôs-se a Joni Brandão no contrarrelógio que terminou na cidade do Porto

Redação/Lusa
11 Ago 2019

O português João Rodrigues (W52-FC Porto) conquistou hoje a 81.ª Volta a Portugal em bicicleta, ao vencer o contrarrelógio de 19,5 quilómetros da 10.ª e última etapa, que ligou Vila Nova de Gaia ao Porto.

Depois de ter partido para a última etapa atrás de Jóni Brandão, por centésimos de segundo, João Rodrigues foi o mais rápido no ‘crono’, em 27:31 minutos, menos 15 segundos do que António Carvalho (W52-FC Porto) e 27 do que o ciclista da Efapel.

Na geral, Rodrigues, de 24 anos, terminou com 27 segundos de avanço sobre Brandão e 1.08 minutos do que Veloso.

João Rodrigues sucede no historial da prova ao espanhol e companheiro de equipa Raul Alarcon, que falhou a Volta por lesão, três anos depois do mais recente português a vencer a prova, o também ‘dragão’ Rui Vinhas.


O mais novo dos três candidatos, a par do líder Jóni Brandão (Efapel) e do ‘veterano’ espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), acabou por ser o mais forte, numa vitória ‘anunciada’ por bons resultados nos últimos anos.

Em 2018, e depois de ter ficado de fora da edição de 2017 por uma infelicidade, arrancou um sétimo lugar, então dentro da ‘armada’ do bicampeão espanhol Raúl Alarcón, ao lado de Veloso.

Esta temporada, foi na zona sul do país, por onde a Volta a Portugal pouco passou, que começou por se evidenciar, ao ser nono na Volta ao Algarve entre o pelotão WorldTour e vencer a Volta ao Alentejo com autoridade.

Os bons resultados deixaram-no à porta de novo ‘brilharete’ na Volta, mas esperava-se, então, que fizesse parte da equipa que levaria Alarcón a um ‘tri’. O chefe de fila caiu no Grande Prémio Abimota e a ausência da prova abriu-lhe as portas.

Ainda assim, a presença do ‘veterano’ Veloso na equipa, que vestiu a amarela por cinco dias, podia ter-lhe tapado a ascensão, apesar da amizade entre os dois corredores, evidenciada dentro e fora da estrada.

Na Torre, na quarta etapa, brilhou, ao vencer à frente do colega de equipa mais experiente, numa vitória que já bastaria para o inscrever nas páginas de glória da Volta, e o segundo lugar manteve-se até ao fim.

Na nona etapa, na subida à Senhora da Graça, foi segundo e ganhou um segundo ao camisola amarela Jóni Brandão, colocando-se a 41 centésimos da liderança numa Volta disputada como nunca até ao fim.

No contrarrelógio, acabou por se mostrar mais forte que o rival e vencer, após uma prova em que os seus dois lados foram sendo revelados ao público e aos jornalistas, fruto da forma autêntica como reagia aos resultados.




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