Vídeo: Nuno Cerqueira

Acidente ocorreu no apeadeiro de Carapeços.

Nuno Cerqueira
19 Junho 2019

 

«As barreiras da passagem de nível estavam fechadas», disse ao Diário do Minho, Manuel Duarte, morador mesmo ao lado do apeadeiro, com sinalização e cancela automática, onde morreram hoje de manhã avós e neta, naturais de Viana do Castelo (fotogaleria).

Manuel Duarte, ainda a tremer, contou que um carro, que seguia no sentido Barcelos / Ponte de Lima na EN204, parou e que o condutor soltou um berro ao ver que outra viatura, que seguia no sentido contrário, se preparava para contornar as cancelas.

«O senhor saiu do carro e berrou para ele parar. Mas foi tarde de mais. Quando olhei, vi o comboio a bater no carro. Eu não fui lá, mas o condutor que tentou avisar, foi e disse logo que estavam três pessoas no interior do carro. Eu não tive coragem de ir lá», disse Manuel Duarte, confirmando, desta forma, o rumor de que o condutor do Ford Fiesta, com 71 anos de idade, desobedeceu à cancela encerrada.

Do acidente resultaram três mortos, um homem com 71 anos e mais avó e neta, com 65 anos e 10 anos anos respetivamente. As vítimas mortais são naturais da Areosa, concelho de Viana do Castelo, e Arzozelo, concelho de Ponte de Lima.

Segundo o adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Barcelos (BVB), José Simões, no teatro de operações estiveram 28 operacionais, entre meios dos BVB, Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, e INEM, incluindo a VMER de Braga e a VMER de Barcelos.

«Quando chegamos as vítimas estavam já sem vida. Também foi deslocada para o teatro de operações uma equipa de psicólogos», referiu José Simões.

A linha do Minho esteve cortada, durante duas horas, sendo que o comboio que colheu o carro era o “Celta”.

O atual comandante do destacamento territorial da GNR de Barcelos, capitão Brito, confirmou ao Diário do Minho que o alerta foi dado às 10h00.

«O Núcleo de Investigação Criminal de Acidente de Viação da GNR de Braga está agora a investigar. Temos a lamentar três vítimas mortais, entre os quais um menor», disse, acrescentando que a circulação de comboios foi resposta já perto das 12h30.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]


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