Fotografia: Nuno Cerqueira
Foram ao Santo António pedir «uma alternativa ao ringue»

Câmara admite dificuldades em encontrar uma solução.

Nuno Cerqueira
13 Jun 2019

Os utentes do ringue situado na Ínsula das Carvalheira, encravado no centro histórico de Braga na freguesia da sé junto à rua Cruz de Pedra, foram confrontados com o início da demolição daquele espaço.

Estes exigem uma solução com a criação ou remodelação de um espaço público para continuarem as atividades lúdicas e desportivas.

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, admite dificuldades numa solução, mas refere que o espaço já estava há muitos anos dado «impróprio» para qualquer atividade.

Os factos começam no início da semana com as máquinas da Câmara de Braga a entrarem no ringue e iniciar um “bota a baixo”, para ali se criar um importante núcleo museológico da Braga romana.

No entanto a surpresa do início da obra foi tal que a associação Bravos da Boa Luz, da Sé, organizadora das festas de Santo António, quase ficou sem o último ensaio das marchas antoninas. Estas apenas foram realizado depois de “mea culpa” camarário com autorização para ensaiar em frente à Câmara.

Já quanto a um futuro espaço, o edil admite que não tem sido fácil encontrar uma solução para um novo local de espaço lúdico, mas também recorda que o “ringue” estava impróprio para frequentar há muitos anos.

As reações de incómodo com o sucedido foram de tal ordem que um grupo de utentes do espaço colocou tarjas na fachada do edifício da Câmara de Braga com uma pergunta: «Destruição do Ringue!!! E solução?».

A tarja não passou despercebida a ninguém até porque, e sabendo da passagem das marchas de Santo António no Rossio da Sé, rapidamente apareceram em “prime-time” antonino, onde o edil assistia ao evento.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]

 

 




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