Espaço do Diário do Minho

Votar é bonito!
24 Mai 2019
António Cândido de Oliveira

Vota a nível local, nacional ou europeu quem é cidadão activo, quem não deixa para outros a decisão sobre o futuro da sua terra, do seu país ou da Europa.

Vota quem, sabendo, que o seu voto vale pouco, sabe que ele vale tanto como o de qualquer outro cidadão, por mais importante que seja.

Vota quem sabe que, não havendo candidatos ideais, tem de votar nos que existem e escolher o menos mau ou mesmo não escolher nenhum, votando em branco. Pode até exercer o seu direito de protesto, votando conscientemente nulo, traçando com um risco o boletim de voto por inteiro ou escrevendo palavras ou frases que traduzam, de forma civilizada, a sua indignação. Assiste-lhe o direito de assim proceder

Aliás, se os votos nulos forem uma percentagem elevada da eleição, serão tiradas consequências. Um voto propositadamente nulo tem pouco significado, mas um milhão prepara uma revolução pelo menos no sistema eleitoral.

A abstenção é própria de cidadãos passivos, cidadãos que deixam nas mãos de outros decisões que lhes pertencem. Os abstencionistas, com todo o respeito que merecem, são uma mistura de desinteressados, desiludidos, indecisos, desleixados, protestantes de boca, adeptos de regimes não democráticos. Na abstenção misturam-se todos de forma indistinta.

Acresce que votar nas eleições europeias é ainda uma forma de reconhecimento pelo que significou a Europa para o nosso País nas últimas décadas. Poucos terão dúvidas dos benefícios que tivemos, dos investimentos que foram feitos. A Europa é a nossa casa maior e é nela que vivemos.

Nunca me atreveria neste espaço a apelar ao voto numa ou noutra lista, mas gostaria que a abstenção não fosse muito alta (será motivo de satisfação se cerca de metade dos eleitores votar) e principalmente gostaria que quem votasse não o fizesse por razões meramente acidentais.

A este propósito, as campanhas eleitorais tal como têm vindo a ser feitas, afastam as pessoas do voto. Quando aprenderemos que mais do que criticar os outros, o importante é dizer o que se tenciona fazer na Europa e o que se fez se tiver sido o caso?

PS – Alguém me pode informar a data da conclusão da Estrada Nacional n.º 14 que liga o Porto a Braga? E se as “Voltas de Macada” ainda existem e dela faziam parte? Agradeço, desde já toda a infomação. acmoliveira2011@gmail.com



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