Fotografia: Jorge Oliveira

Arcebispo de Braga aponta matrimónio como «caminho de alegria e felicidade»

No encerramento do Dia Arquidiocesano da Família

Jorge Oliveira
20 Mai 2019

D. Jorge Ortiga, que presidiu à Eucaristia na Capela Imaculada, começou por exortar a assembleia, constituída por muitas famílias, a procurar o essencial da vida familiar – o amor – e a aceitar o desafio de renovar a sociedade e também a própria Igreja.

Depois, citando uma passagem da Carta Apostólica dos Bispos Portugueses, “A Alegria do Amor no Matrimónio Cristão” que diz: “O Matrimónio é um caminho de beleza e de alegria mútua e cada um deseja e tudo faz para a felicidade do outro», o prelado disse que hoje há um certo medo de encarar a vida em matrimónio em família, mas o matrimónio «não é uma sobrecarga, não é algo de impossível ou que se pode desconsiderar ou então não enfrentar».

Para reforçar mais esta ideia, citou ainda uma passagem da Exortação Apostólica do Papa Francisco, “Cristo Vive”, destinada aos jovens, em que o Pontífice denuncia a cultura do provisório e pede à juventude que seja contra-corrente e lute contra esta mentalidade, optando pela constituição de uma família pelo Matrimónio.

«A vida familiar não passou de moda, é qualquer coisa de muito atual. A Família é um espaço de alegria e de felicidade e  não é possível ter medo da família», vincou D. Jorge Ortiga.

Afirmando que a alegria e a felicidade passa pela família, o Arcebispo de Braga pediu aos cristãos que, neste Ano Missionário, assumam a missão de «renovar a sociedade através da família» e também a Igreja que precisa de testemunhos vivos.

«É nossa missão mostrar ao mundo que o matrimónio é o caminho da beleza e alegria. E a família tem o dever e a obrigação de mostrtar a beleza e a alegria de viver em família», reforçou.

O acreditar na família e o mostrar o valor perene da família, acrescentou, não quer dizer que na família não há dificuldades. Mas, «crescemos na felicidade quando efetivamente a construímos nesta dinâmica que a família nos propõe a que a Igreja nos sugere».

 No Dia Arquidiocesano da Família deste ano, 13 casais provenientes de vários arciprestados da Arquidiocese de Braga renovaram, na Capela Imaculada, os compromissos matrimoniais. Três casais celebram este ano as bodas ouro, quatro fazem 40 anos de matrimónio, três celebram 25 anos e três dez anos de matrimónio. A todos foi oferecido um diploma e um livro.

D. Jorge Ortiga deu os parabéns a todos os casais da Arquidiocese que celebram o seu jubileu matrimonial e pediu-lhes que continuem a «trabalhar pelo bem da família». 

A celebração eucarística  foi solenizada pelo Coro Académico da Universidade do Minho.

 

Diálogo é essecial para transpor dificuldades

Antes da Eucarista, decorreu, no Auditório Vita, um painel dedicado ao tema “Família e Trabalho” com a participação de Joana Carneiro, maestrina; Rui Diniz, economista, e Filipe Anacoreta Correia, político.

Moderado por Felisbela Lopes, docente da Universidade do Minho, neste painel os convidados foram desafiados a revelar quais as dificuldades que encontram no dia a dia na conciliação da vida profissional com a vida familiar, tendo os três apontado o tempo como um dos principais factores.

 

 

Joana Carneiro, mãe de quatro filhos, para encontrar um maior equilíbrio, decidiu viajar menos e quando vai para os concertos no estrangeiro leva a família consigo.

Já o economista Rui Diniz, que tem 5 filhos, revelou que o segredo tem sido o «diálogo permanente» com a esposa.

«O que queremos como casal tem sido fundamental para alcançar este equilíbrio, o nosso modelo funciona bem», disse.

Filipe Anacoreta Correia, que é deputado pelo CDS e pai de 4 filhos, também apontou o diálogo com a esposa como essencial para encontrar o equilíbrio entre a vida familiar e profissional.

«A política é uma atividade que exige muito de nós, retira-nos muito tempo, e a família é um suporte, é a família que nos liga a tudo», disse.

Neste encontro, os oradores foram conviados ainda a falar sobre a pressão dos horários de trabalho, as desiguldades no trabalho entre homens e mulheres, como se pode testemunhar a fé no trabalho, quais os desafios na educação dos filhos, entre outros temas. Na discussão sobre as desigualdades, Joana Carneiro revelou que se sentiu descriminada durante a maternidade por ser mulher.

Filipe Anacoreta Correia notou que «há mais descriminação das mães» e lamentou que a família seja uma palavra «ausente do discurso político», defendendo da adoção de políticas que promovam a conciliação da vida profissional e familiar.

Rui Diniz acrescentou que as empresas também não se podem demitir desta tarefa e o caminho passa por fomentar o surgimento de mais empresas familiarmente responsáveis.

 





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