Fotografia: CMB

Câmara vai desatar o Nó de Infias já a partir de 2021

As prioridades são as ligações da variante à EN 101/201 à Circular Norte e a capacidade de escoamento.

Redação
29 Abr 2019

As obras de redefinição do Nó de Infias, em Braga, o “principal ponto” de congestionamento de trânsito da cidade, deverão estar concluídas em meados de 2022, num investimento de cinco milhões de euros, anunciou hoje o presidente da Câmara.

Falando numa sessão pública de apresentação do diagnóstico e das perspetivas de intervenção naquele nó, Ricardo Rio adiantou que o município de Braga já encetou contactos com a Infraestruturas de Portugal (IP) e com o ministério da tutela, propondo a redefinição do Nó de Infias, de uma forma que garanta a capacidade de escoamento do tráfego de atravessamento.

As prioridades são as ligações da variante à Estrada Nacional 101-201 (EN 101-201) à Circular Norte (Av. António Macedo – EN14) e a capacidade de escoamento nas saídas do centro para essas vias e para o nó.

“Os serviços municipais, juntamente com a IP, já desenvolveram soluções prévias para a reorganização do Nó de Infias, que carecem, ainda, do desenvolvimento do projeto de execução e de procedimentos prévios, bem como da definição do acordo de gestão com a IP“, disse o autarca.

Salientou que, dependendo do desenvolvimento do cronograma das diversas ações, a conclusão da obra “é possível” em meados de 2022.

“Para isso, será necessário iniciar, desde já, a definição do acordo de gestão e o lançamento do concurso público por parte da IP, o que permitirá iniciar a obra, com um custo de cinco milhões de euros, em 2021”, explicou Ricardo Rio.

No imediato, e para minorar os impactos dos fluxos de tráfego registados no Nó de Infias, os serviços municipais estão a desenvolver medidas de intervenção, a curto e médio prazo, na envolvente imediata do nó, “que não comprometem a solução final”.

Entre essas soluções imediatas, inclui-se a duplicação da via de saída do centro da cidade para o nó, desde a rotunda de Infias, garantindo o aumento da capacidade de 36 para 82 automóveis.

“Esta situação irá aliviar substancialmente a rotunda de Infias e a área urbana envolvente e já obteve parecer favorável da IP, estando previsto para breve a assinatura do acordo de gestão e a respetiva execução”, assegura o município.

De modo a agilizar o processo, a Câmara de Braga fez chegar ao ministro das Infraestruturas um dossiê com a proposta de inclusão no Orçamento do Estado e na 2.ª fase do Programa de Valorização das Acessibilidades às Áreas Empresariais (PVAE) daquela intervenção, bem como dos troços da Variante do Cávado, que garantem a ligação do Parque Industrial de Adaúfe ao nó das autoestradas em Ferreiros e que custarão 13 milhões de euros.

Segundo Ricardo Rio, o principal desígnio é “eliminar os fluxos de atravessamento em áreas urbanas e na rede viária local e, consequentemente, reduzir a sinistralidade e melhorar o ambiente urbano e a qualidade de vida dos cidadãos”.

O município vinca que os “elevados volumes de tráfego não são compatíveis” com a capacidade de escoamento do nó de Infias, “o que cria situações de saturação das vias locais, com constrangimentos para a adequada circulação e vivência urbana na envolvente”.

Recorda que a própria acessibilidade ao Hospital de Braga pelos concelhos localizados a Norte é efetuada integralmente através do Nó de Infias.

Conflui naquele nó a Variante à EN 101-201, que estabelece a ligação dos concelhos de Vila Verde e Amares a Braga, e a Avenida António Macedo (EN 14), na qual converge todo o tráfego proveniente da Variante à EN 14 e das autoestradas A11 e A3.

Segundo o diagnóstico hoje apresentado, a EN 101-201 registou, em 2016, volumes de tráfego médio diário de cerca de 40.000 veículos por dia, sendo que na Avenida António Macedo o valor corresponde a cerca de 88.000 veículos/dia.

Na via de ligação da rotunda de Infias ao nó de Infias, registou-se, em 2018, um tráfego médio de 20.000 veículos/dia, “valor incomportável para o perfil desta via”.

A maioria das viagens intraconcelhias não interfere com o nó de Infias, devendo-se a maioria do fluxo de tráfego registado aos movimentos interconcelhios.

Dos fluxos atraídos ao concelho de Braga, cerca de 34% acedem ao perímetro urbano através da freguesia de São Vicente.

“O volume de tráfego registado no nó de Infias gera impactos negativos na sua envolvente urbana, ao nível da sinistralidade, qualidade do ar, ruído e, consequentemente, na qualidade de vida dos residentes”, acrescenta o diagnóstico.





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